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Hotéis e restaurantes esperam faturamento menor neste verão, aponta levantamento

Sondagem realizada pela FBHA mostra ainda que setor abrirá poucas vagas temporárias de trabalho no período

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O setor de hospedagem e alimentação conta com mais de 940 mil empresas em todo o País. Imagem: Divulgação

Apesar dos 2,5 milhões de turistas esperados no Brasil este verão, os empresários do setor de turismo não estão otimistas com a temporada, considerada a melhor do ano para a atividade: 36% dos donos de hotéis e restaurantes do País esperam um faturamento menor do que o registrado em 2015 e 53% nem sequer abrirão vagas temporárias de emprego para o período. Os dados fazem parte de sondagem realizada pela FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação com empresas de todo o País.

A maioria das empresas (53%) não contratará colaboradores temporários para o verão; 34% dos que responderam a sondagem pretendem contratar entre 1 e 5 funcionários; e 7%, entre seis e 10 empregados no período; 4% devem contratar entre 11 e 16 pessoas e 1%, mais de 17. Os dados refletem as expectativas dos empresários com o faturamento esperado: apenas 23% esperam receitas maiores em 2016 do que em 2015 – mas, ainda assim, de no máximo 5%. 18% dos entrevistados acreditam que o faturamento será igual ao registrado no ano passado; 16% esperam alta de 5% a 10% no faturamento e apenas 7% acreditam em alta entre 11% e 30%.

Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA: "Precisamos continuar investindo em turismo e usá-lo como chave para impulsionar a economia e trazer o Brasil de volta para os trilhos do desenvolvimento econômico" Imagem: Divulgação
Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA: “Precisamos continuar investindo em turismo e usá-lo como chave para impulsionar a economia e trazer o Brasil de volta para os trilhos do desenvolvimento econômico” Imagem: Divulgação

O Presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, explica o impasse no setor e propõe soluções para tentar alavancar o crescimento. “Com o cenário de instabilidade e alto índice de desemprego no País, o brasileiro preferiu cortar os gastos com viagens. Do outro lado, sem expectativa de melhorias, os empresários estão receosos em investir, principalmente em mão de obra. Uma alternativa à baixa contratação seria a regulamentação dos contratos de trabalho intermitentes, modalidade com jornada descontínua, contando por hora laboral do empregador, que seria de grande vantagem aos empresários e aos trabalhadores. Precisamos continuar investindo em turismo e usá-lo como chave para impulsionar a economia e trazer o Brasil de volta para os trilhos do desenvolvimento econômico”, afirmou.

Das empresas que responderam à pesquisa, 61% são hotéis e/ou restaurantes de pequeno porte; 33%, de médio porte; e 6% de grande porte, refletindo a realidade dos negócios do setor de turismo no País. Destes, 41% estabelecimentos empregam até 10 pessoas; 34%, entre 10 e 30; 20%, entre 30 e 50; e 5%, acima de 50 profissionais.

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