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Hotéis de Porto de Galinhas (PE) ajudam na conservação de tartarugas marinhas

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A ONG Ecoassociados, principal responsável pela conservação das tartarugas marinhas em Porto de Galinhas, na cidade de Ipojuca (PE) conta com a contribuição de empreendimentos afiliados à AHPG – Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas. Além das informações repassadas aos hóspedes sobre os riscos da interferência no processo de reprodução do animal, a hotelaria também atua em um planejamento contra a iluminação excessiva próximo aos ninhos, evitando afugentar ou confundir as tartarugas que vão rumo ao mar.

A ONG contabilizou o nascimento de mais de 20 mil tartarugas das espécies Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-pente), Cheloniamydas (tartatuga-verde) e Carettacaretta (tartaruga-comum), soltas no mar em seis meses. O número corresponde aos filhotes nascidos de 210 ninhos marcados nos 12 quilômetros de litoral do município. Esse dado é resultado de um trabalho contínuo da entidade no monitoramento e conscientização de moradores, turismo e hotelaria no quinto maior destino de lazer do país.

Segundo Arley Cândido, Diretor da ONG Ecoassociados, “nossa equipe dispõe de oito profissionais que atuam no acompanhamento dos filhotes desde a desova, entre os meses de setembro e abril, até a eclosão dos filhotes, que podem durar até o fim de julho”. Além da equipe, a entidade também conta com o apoio de 16 estagiários, estudantes do curso de biologia e veterinária de Universidades Federais, Estaduais e particulares da região.

Atualmente, o Ecoassociados dá suporte a uma pesquisa sobre desenvolvimento embrionário, ecologia reprodutiva, fisiologia animal, análise estomacal e mapeamento genético com base em amostras retiradas das fêmeas adultas e filhotes. “O nascimento das tartarugas em Porto de Galinhas já se tornou uma atividade indispensável no calendário de viagens dos turistas. Muitos deles viajam anualmente somente para acompanhar esse evento da natureza, que além de belíssimo, contribui com o equilíbrio do ecossistema marinho na região”, afirma Otaviano Maroja, presidente da AHPG.

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