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Horizonte de grandes desafios para a hotelaria carioca

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Alfredo Lopes, Presidente da ABIH/RJ e do Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município- Crédito da foto - Divulgação

Artigo de Alfredo Lopes*

Após uma gestação de sete anos, enfim os Jogos Olímpicos 2016 tomam conta do Rio de Janeiro em uma experiência memorável. É contagiante ver cariocas, brasileiros e estrangeiros circulando por toda a cidade, extasiados com nossas belezas e jeito peculiar de receber, comemorar e interagir.

Outro imenso ganho é confirmar que a realização das Olimpíadas nos tirou da inércia no quesito promoção da imagem da cidade para o mundo. A mídia internacional vem demonstrando um encantamento crescente com o Rio e o carioca way of life.

Precisamos manter essa máquina em funcionamento após os jogos, apresentar estruturas e produtos aos mercados emissores e comunicar nossos atributos incomparáveis. Afinal, a dura realidade bate na porta já na próxima segunda-feira, quando delegações esportivas, patrocinadores e boa parte das equipes organizadoras decolam de volta às suas cidades de origem junto com os expectadores. A partir de 22 de agosto, a taxa de ocupação média na cidade despencará para menos de 49%, ou seja, estaremos operando no negativo, bem abaixo do breakeven de nossos empreendimentos de hospedagem.

Também estamos conscientes do momento político e econômico que o Brasil enfrenta. Não só o impeachment da presidente, mas o da chapa Dilma /Temer. E, também, o descompasso das representações partidárias, assim como a preocupante falta de verbas para os investimentos que podem ajudar o país a reencontrar o caminho do crescimento. Tudo isso impacta negativamente nos investimentos externos e no incremento do turismo nacional e de estrangeiros, tornando os desafios ainda maiores.

Sabemos que as crises política e econômica inviabilizam verbas promocionais nos três níveis governamentais. É, portanto, fundamental reconhecermos que só a iniciativa privada pode reagir. Com o caixa do Rio Convention & Visitors Bureau reforçado pelo room tax olímpico precisamos fazer com que cada real valha por dezenas de dólares. A primeira ação visa o período dos Jogos Paralímpicos. Em parceria com a TV Globo e o Comitê Paralímpico conseguiremos realizar o milagre da multiplicação dos peixes. Com um investimento direto R$ 500.000,00, promoveremos uma campanha publicitária de US$ 2 milhões já a partir dessa quinta-feira, dia 18 de agosto, nos principais sistemas de rádio e televisão dos maiores mercados emissores nacionais com o objetivo de atrair brasileiros.

Logo depois, começam outras lutas. Estamos todos conscientes do risco de excesso de oferta de leitos e, por isso mesmo, mais bem preparados para enfrentá-la. Temos trabalhado exaustivamente para fortalecer parcerias com empresas aéreas com o objetivo de desenvolver novos mercados. Usamos novas estratégias para a captação de eventos.

Estamos adiantados no processo de flexibilização dos vistos para viajantes internacionais dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália. O MTur já percebeu a vitória que isso significou durante o período dos Jogos Rio 2016 e, agora, busca sensibilizar o Ministério das Relações Exteriores para estender o prazo até agosto de 2017. Entre os principais argumentos, os dados mostram que países que adotaram o fim dos vistos para os Estados Unidos cresceram em 20% somente no primeiro ano após esta decisão.  Os desafios são muitos. E sérios. Mas estamos prontos a enfrentá-los.

*Alfredo Lopes é Diretor geral da Rede Protel e Presidente da ABIH/RJ 

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