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Guilherme Paulus abriu grade de palestra do Top Seller Event 2017

Sua palestra motivadora foi um verdadeiro exemplo de vida, de garra, esforço e determinação

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Guilherme Paulus fez uma palestra bastante motivadora

A palestra iniciou a 5ª edição do Top Seller Event, um dos mais importantes eventos direcionados aos profissionais do setor de propriedade compartilhada no Brasil, que acontece até amanhã no Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu (PR) com promoção e realização da RCI — Resort Condominiums International. Guilherme Paulus é membro do Conselho Nacional do Turismo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Federal, Presidente da GJP Hotels & Resorts e sócio e presidente do Conselho de Administração da CVC. Ele iniciou sua palestra destacando que: “Tudo o que você pode idealizar, você pode realizar”. E começou explicando como ele começou a trabalhar no turismo e o surgimento da CVC. “Eu queria ser médico, mas os pais não tinham condições financeiras e então o negócio foi fazer estágio da IBM, onde trabalhei em vários departamentos, mas mexia com muitos números, cálculos e estava cansando disto. Um belo dia, vi um anúncio num jornal para vendedor de passagens aéreas em 20 vezes sem juros na Casa Faro. Aceitei o desafio, pois as condições eram tentadoras e trabalhei por mais de dois anos. Um dia estava trabalhando numa viagem de navio e nela tinha um deputado federal que gostou muito das brincadeiras que fiz, como jogos de bingo e as fotografias tiradas no evento. Ele gostou tanto que queria abrir uma agência de turismo em Santo André e me convenceu a ser sócio com 33% da empresa que estava abrindo e eu pagaria entrando com meu trabalho. Minha mãe e pai desaconselharam, mas desejaram boa sorte. E em 1972 iniciou o embrião da CVC. Muitos perguntam o que significa esta sopa de letrinha, mas eu prefiro dizer que é Continue Viajando Conosco”, disse brincando Paulus.

E superar os desafios no início das atividades foi crucial e Paulus destacou que em 1979 pensou em fechar a CVC em razão das adversidades mercadológicas. “Nesta época o Governo Federal criou o imposto compulsório que obrigaram as empresas a deixar um depósito retido por um ano com a promessa do Governo de devolução e sofria fiscalizações constantes neste sentido. Isto foi um impacto em nossas finanças e estávamos vivendo uma situação financeira difícil e pensando seriamente em fechar a CVC. Mas Deus me ajudou que um dia de muito desânimo e frustração tocou o telefone. Do outro lado da linha era um executivo da Mercedes Benz pedindo a cotação de três ônibus para levar os colaboradores para o Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Consegui espremer os custos e venci a concorrência e eu mesmo levei a turma para a excursão. Com isto, surgiu a ideia de levar excursão as grandes montadoras do ABC. Tive a sorte de arrumar um grande gerente e parceiro que é o Valter Patriani que me ajudou a crescer a ser o que é hoje. Em apenas dois meses o Valter conseguiu comprar um Fiat zero quilômetro ganhando 3% de comissão. Ele vendeu excursão até mesmo para o show do Roberto Carlos no Canecão no Rio de Janeiro. Com isto, a CVC foi decolando e chegamos a ter 100 voos fretados da TAM para diversos destinos”, lembrou Paulus.

Slide do modelo de negócios da CVC apresentado por Guilherme Paulus em sua palestra

E em sua palestra ele destacou as inovações que a CVC lançou no mercado sendo: modelo de distribuição com abertura de lojas em shopping Center, primeira operadora a ter hotéis próprio, fazer fretamento de navios, a ter sua própria companhia aérea, a ter loja virtual de turismo no País. “Devemos estar inovando sempre, gastar a sola do sapato para agradar ainda mais nossos clientes e pensar e sonhar grande. Um dia fui convidado a dar uma entrevista e uma repórter me perguntou se eu queria lançar ações na bolsa de valores e sem pensar muito, disse que estava analisando. No dia seguinte o telefone da CVC não parou de tocar com vários bancos interessados em saber mais detalhes até que um grupo norte americano chamado Carlyle manifestou interesse na aquisição da CVC. Não queria vender, por isto pedi R$ 1 bilhão, mas consegui fechar por R$ 700 milhões e ainda fiquei com um terço da CVC. Foi um bom negócio, pois a CVC se expandiu rapidamente comprou vaias empresas, como a Submarino Viagens, a Rextur, a Trend Operadora e mais recentemente a Visual Turismo que continuam trabalhando de forma independente, mas agregando valor a atuação da CVC. Com a venda, eu pude concentrar esforços na ampliação da rede GJP que tem hoje 19 hotéis em operação de Norte a Sul do Brasil. “Vender férias é vender sonhos. Nós vendemos o que existe de mais prazeroso para as pessoas, as viagens. E isto deve servir de motivação para trabalharmos cada dia mais determinados s conseguir nossos objetivos”, revelou Paulus, pedindo aos presentes para tirar a letra S da palavra crise e transforme ela em Crie. “Temos que criar, inovar, é preciso planejar, inspirar, devemos cuidar de nosso cliente com carinho, ele é nosso patrimônio. Todo sacrifício será sempre recompensado. Nos tenha medo de arriscar, seja otimista, determinado, se você não amar aquilo que faz, não faça. Só tem sucesso na vida quem ter caráter e ética. Um pessimista vê a dificuldade em qualquer oportunidade um otimista vê a oportunidade em qualquer dificuldade. Lembre-se sempre disto”, conclui Paulus a palestra sob fortes aplausos dos mais de 500 participantes do evento.

Atuação da CVC apresentado na palestra de Guilherme Paulus

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Foz do Iguaçu a convite da RCI para cobrir o Top Seller  Events 2017 e se hospeda no Mabu Thermas Grand Resort

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