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GRI Hotéis 2015 debate mercado de resorts no Brasil

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Os debatedores do painel

Resorts no Brasil – Há espaço para crescimento? Para onde caminha o mercado? Este foi o tema do painel que terminou agora hà pouco na grade de programação da GRI Hotéis Brasil 2015 – Global Real Estate Institute, um dos principais eventos sobre investimentos no mercado hoteleiro e que tem a Revista Hotéis como mídia oficial. O evento acontece até amanhã no hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, na capital paulista e este painel no modelo de mesa redonda teve como mediador José Romeu Ferraz Neto, Presidente da Txai Resorts e contou com a presença de vários debatedores, como: César Nunes, Diretor Comercial da Royal Palm Hotels & Resorts, Guilherme Martini, CEO da Costa do Sauípe, Juliano Macedo, Diretor de Novos Negócios da Mabú Hotéis & Resorts, Maria Carolina Pinheiro, Diretora, RCI Brasil, Murilo Pascoal, Diretor do Beach Park, da Advogada Márcia Rezeck, o Consultor Caio Calfat, entre outros.

A advogada Márcia Rezeke, Diretora da Rezeke & Azzi Advogados iniciou os debates destacando que a hotelaria mais moderna sofre restrições dos mais conservadores que em muitos casos não querem mudanças. A questão trabalhista é algo que preocupa em muito os resorts, pois a forma de cálculo trabalhista de um funcionário de um resort é diferente dos outros meios de hospedagens e existem muitos complicadores que desestimulam o crescimento do setor no Brasil.

Guilherme Martini destacou a dificuldade que é empreender um resort no Brasil e a complexidade da legislação que muitas vezes provoca entraves e concordou que a legislação trabalhista é um dos grandes entraves do setor, assim como falta estímulos. “Punta Cana recebe uma série de incentivos fiscais e ainda tem visto liberado para os norte americanos. Com este modelo não temos como concorrer e se hoje fosse fazer um novo investimento em resorts no Brasil, certamente iria pensar duas vezes”, revelou Martini.

Ferraz Neto criticou a falta de vôos regionais no Brasil e falta política pública para resolver este gargalo que atravanca a hotelaria nacional, principalmente os resorts. “As companhias aéreas estão mais preocupadas em comprar slots em Congonhas e outros aeroportos movimentados no Brasil do que investir em vôos regionais. Com isto inibe a performance de centenas de meios de hospedagens em regiões remotas do Brasil”, destacou Ferraz Neto.

César Nunes destacou que a desoneração de alguns tributos que a hotelaria nacional conseguiu recentemente foi fruto de muito trabalho das entidades do setor, principalmente do FOHB, junto aos administradores públicos e que a união das entidades é de extrema importância para conseguir influência política em prol da defesa dos interesses do setor.

Alguns debatedores levantaram o tema de que não existe no Brasil uma entidade forte para defender os interesses do setor e que muitos vezes os interesses são conflitantes. A solução apontada por um dos participantes foi a criação de uma Confederação Nacional dos resorts e meios de hospedagens no Brasil. “No meu ponto de vista existe muitas entidades para representar os setores do segmento de turismo no Brasil e ter uma entidade forte é de essencial necessidade”, destacou Caio Calfat.

As perspectivas do setor para os próximos anos foi vista com um certo pessimismo por alguns debatedores e entre os aspectos abordados foram destacados: as burocracias públicas, a falta de linhas de crédito, licenças ambientais, legislação trabalhista ultrapassada, insegurança jurídica para novos empreendimentos e a alta carga tributária foram alguns dos impeditivos citados para fazer o setor crescer ainda mais.

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