Gestão de Resíduos sólidos é tema de painel no Fórum Revista Hotéis

Gestão de Resíduos sólidos é tema de painel no Fórum Revista Hotéis

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Da esquerda para direita: A advogada Telma Bartholomeu; o consultor Mario Nogales; o presidente da Topema Nelson Ferraz Cury e Alexandre Zubaran, ex-Presidente do Complexo Costa do Sauípe - Foto: Renato Hazan

Moderado pelo consultor da SN Hotelaria, Mario Nogales, foi finalizado há pouco o painel “Gestão de Resíduos Sólidos na Hotelaria – Responsabilidades e penalidades”, que aconteceu no I Fórum Revista Hotéis, no Club Homs, em São Paulo. O encontro contou com a participação da Dra. Telma Bartholomeu Silva, Advogada especializada em Direito Ambiental; Alexandre Zubaran, Consultor e franqueado máster da CVC e Nelson Ferraz Cury, Presidente da Topema.

A advogada Telma Bartholomeu deu início ao painel descriminando o que é o lixo do hotel, que tem o tipo e volume muito variados no hotel, e por isso, precisam ser pensados cuidadosamente. “É preciso ter responsabilidade ambiental, que está legislada no País e no município. A esfera civil é a reparação de eventuais danos e a administrativa pode levar ao embargo do negócio. O gerador de resíduos sólidos é sempre responsável. Se você não estiver calçado em documentos sobre o destino dos resíduos, isso pode acarretar em problemas legais”, afirma a especialista.

Segundo ela, a multa para quem desrespeitar as leis ambientais vai de R$ 5 mil a R$50 milhões, dependendo da gravidade da destinação dos resíduos. Para começar a implantar esta cultura e se adequar às leis nacionais ou regionais, ela afirma que é preciso levar para conselho, discutindo as necessidades, público e eventos que o empreendimento recebe. Depois, definir local para armazenar os resíduos, ter bons fornecedores e monitorar o projeto. “A tendência é ter o controle total sobre os resíduos sólidos. Um assunto extremamente sério e geralmente passa desapercebido é a gestão do óleo de cozinha, que precisa ter uma empresa específica para a destinação correta”, comenta a advogada.

Em seguida, Alexandre Zubaran, que já foi presidente do Complexo Costa do Sauípe, contou sobre sua experiência na gestão do empreendimento baiano, onde treinou equipes para separação de lixo, em que na época gerava 9 toneladas de lixo orgânico por dia, que precisavam ser armazenados a administrados. “Aprendi a tomar diversos cuidados, pois vamos com um pensamento pragmático empresarial, mas também estamos lidando com gente, e cada um tem seu tempo”, diz.

Segundo ele, as ações realizadas nos últimos anos em lixões e cooperativas foram muito incipientes, e priorizou a questão humana dos colaboradores e catadores, mas não tinham uma visão empresarial que ajudaria o desenvolvimento da gestão ambiental como um todo, impedindo a própria evolução do trabalho dos catadores, por exemplo.

Nelson Ferraz, Presidente da Topema, apresentou uma solução para gestão de lixo orgânico, que decompõe os resíduos e o transforma em adubo. O executivo contou um case de um conjunto de casas do plano “Minha Casa Minha Vida”, que criou uma horta comunitária utilizando a facilidade da empresa. Hoje, a empresa está presente com seu produto para processamento de resíduos sólidos em estabelecimentos como o Hospital Albert Einstein. “Este é o futuro. Existe um custo para a retirada dos resíduos e sua redução é nosso foco. São mais de 12 soluções que aplicamos com consultores do mercado e abrimos o feedback para o mercado”, conta.

Trofeu 1
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