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Fórum de Acessibilidade aborda aplicação da Internet das Coisas nos projetos

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Nilton Valente, especialista em sistemas de tecnologia de dados e Sócio-diretor da Vagon Engenharia - Crédito: Renato Hazan

O especialista em sistemas de tecnologia de dados e Sócio-diretor da Vagon Engenharia Nilton Valente, acaba de ministrar a palestra “Internet das Coisas/ LoRa na Hotelaria” no Fórum ‘Prática da Acessibilidade na Hotelaria’, evento promovido pela Revista Hotéis nesta terça-feira (21) no hotel Nobile Paulista Prime.

Valente é Pós-graduado em análise de sistemas pela Universidade Mackenzie e graduado em engenharia elétrica com ênfase em eletrônica pela Escola de Engenharia Mauá. Ao longo da carreira, ele se especializou em sistemas embarcados e microcontroladores (hardware /firmware), plataformas wireless/GPS, protocolos e interfaces de comunicação, aquisição e tratamento de dados, LoRa Business Developer na Artimar.

LoRa é a diminuição da palavra Long Range, que significa longo alcance em português. A Internet das Coisas – IoT – permite que se tenham dispositivos conectados à nuvem, ou seja, que possibilitam a comunicação sem intervenção humana. Esta tecnologia contribui para a Big Data, de onde se retiram informações para tomada de decisões, com dados tratados diretamente na nuvem.

A IoT oferece visão de alto nível para análises, com acesso de qualquer parte do mundo e por qualquer dispositivo móvel. Valente trouxe dados que mostram que em 1950 existiam 5 mil dispositivos conectados. Em 2014, este número cresceu para 10 bilhões. Até 2025, deverão existir mais de 100 bilhões de aparelhos com a tecnologia, segundo pesquisa da IBM.

Valente também mencionou a tecnologia LPWAN (Low Power Wide Area Network), em que a LoRa se aplica: uma comunicação de longa distância com pouco uso de energia. Este sistema se divide em PAN (Personal Area), LAN (Local Area) e WAN (Wide Area). “Esta última foi concebida para que tivesse extremo baixo custo. Um gatory, antena de recebimento de informações, custam até US$ 800. Se comparado com uma antena telefônica, isso não é nada”, afirma o especialista, destacando a segurança como uma característica deste sistema.

O sistema pode ser aplicado em diversos segmentos da indústria. Desde a agricultura, passando por residências, educação, atendimento médico, mobilidade urbana e outros – criando assim Smart Cities (cidades inteligentes). Todas estas possibilidades também se aplicam à hotelaria, que demanda o controle remoto de seus equipamentos, espaços e retenção de informações.

Público da segunda etapa das palestras do Fórum de Acessibilidade – Crédito: Renato Hazan

Tecnologia LoRa (Long Range)

Esta modulação de longa frequência via rádio é padronizada pela LoRa Alliance, associação de membros aberta para promover o sucesso e uso do protocolo LoRa WAN. Este sistema pode monitorar os mais variados dispositivos da sociedade, desde o semáforo, a residência, automóveis e etc. a partir de um servidor de aplicativos. “Entre o dispositivo e a aplicação final, existe uma chave de criptografia, ou seja, seguem um algoritmo de embaralhamento para impedir invasões e leituras externas, garantindo segurança intrínseca de dados e informações”, explica Valente.

A tecnologia já foi implantada em São Paulo, na região da Avenida Paulista, onde se alcançou 3km de alcance – considerando a poluição de radiofrequência que tem devido ao grande número de antenas de rádio e telefonia que a avenida abriga.

A tecnologia pode ser aplicada desde o atendimento ao hóspede com o sistema Arco LoRa, que deverá ser homologado em breve pela Anatel. O LoRa trabalha em uma faixa de frequência chamada ISM, que não é licenciada e assim, livre de despesas.