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FOHB apresenta resultados e perspectivas de desempenho da hotelaria

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Expectativa do FOHB é de melhora na performance hoteleira nos próximos dois anos - Foto: Pixabay/Stock Snap

O FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil lançou seu mais recente estudo  “Perspectivas de Desempenho da Hotelaria”, com resultados, panoramas e expectativas de desempenho da hotelaria no período de 2016 a 2019. Esta é a 5ª edição da pesquisa e contem dados coletados a partir de sondagem realizada com as redes associadas à entidade.

Os dados proporcionam análises aos players do mercado, com indicadores de Taxa de Ocupação, Diária Média e RevPAR, para os cenários nacional e principais municípios, de forma anual e semestral. Na análise dos resultados de 2016, o Vice-Presidente de Estudos e Tendências do FOHB, Patrick Mendes explica que o mercado hoteleiro apresenta desempenhos abaixo do previsto, com queda nos indicadores de ocupação e RevPAR e uma diária média praticamente estável.

“Enquanto isso, nos resultados do primeiro semestre de 2017 há queda nos três indicadores, na contramão do desempenho da economia do País que está em fase de recuperação, dando os primeiros sinais de estabilidade com aumento do PIB em 0,2% no segundo trimestre do ano – registrando a primeira alta depois de doze trimestres. Assim, para o fechamento do ano, é esperado um melhor desempenho na ocupação, porém com queda significativa nas diárias e RevPAR mais contraído”, afirmou Mendes na introdução do estudo.

Resultados 2016/2017

De acordo com o estudo da entidade, o resultado consolidado no Brasil no ano de 2016 indica uma ocupação acumulada de 56,5%, uma diária média de R$252 e RevPAR de R$142,42. Os valores de ocupação e RevPAR são inferiores aos computados no acumulado de 2015, em contrapartida, a diária média apresentou leve aumento de 0,6%, mas não acompanhou o aumento da inflação de 8,7% no período.

Durante o ano de 2016, os meses com maior taxa de ocupação foram novembro (60,5%) e agosto (59,2%), sendo que neste último foi  impulsionada pela realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Dentre os municípios analisados neste estudo, os que apresentaram as mais altas taxas de ocupação em 2016 foram Goiânia, Fortaleza e Recife com 65,4%, 65% e 63,3%, respectivamente.

Em relação à diária média, o maior destaque é o Rio de Janeiro (R$482,33), seguido por Brasília (R$277,42) e São Paulo (R$263,10). Referente ao RevPAR, novamente destaque para Rio de Janeiro (R$292,54) e, na sequência, São Paulo (R$156,89).

Ao longo do primeiro semestre de 2017, o desempenho das redes associadas ao FOHB evidencia uma taxa de ocupação acumulada de 54,8%, uma diária média de R$232,59 e um RevPAR de R$127,57. Quando comparamos os dados com o mesmo período de 2016, podemos observar sintomas de estabilidade na ocupação, com -0,3% de variação, já na diária média houve queda de -4,6% e no RevPAR -4,9%.

Dentre os municípios analisados no primeiro semestre, as maiores taxas de ocupação foram registradas em Recife (65,3%), Natal (64,6%) e Fortaleza (64,4%). Na diária Média, destaque para Rio de Janeiro (R$292,79) e  Grande São Paulo (R$278,84). Para o RevPAR, os maiores valores foram registrados em São Paulo (R$164,23) e na Grande São Paulo (R$160,57).

Quando comparados os dados ao primeiro semestre de 2016, notam-se cenários positivos para os três indicadores nos seguintes municípios: Natal, Porto Alegre e Recife, sendo os mais expressivos registrados na taxa de ocupação e RevPar de Natal, ambos com aumento de 17,4%.

Por outro lado, Rio de Janeiro, Jundiaí e Brasília demonstram quedas para os três indicadores analisados no período. Com as oscilações mais significativas no Rio de Janeiro, o RevPAR, por exemplo, apresentou declínio de -26,3%.

Patrick Mendes, CEO da AccorHotels para América do Sul e Vice Presidente de Estudos e Tendências FOHB e Manuel Gama, Presidente do FOHB – Foto: Raiza Santos

Expectativas

Ainda segundo Patrick Mendes, a perspectiva para o ano de 2018 é de retomada no cenário em relação a 2017, com projeções de crescimento na taxa de ocupação, diária média e RevPAR em todos os municípios analisados no estudo. As projeções são reforçadas pela estimativa do Banco Central de crescimento de 2,43% no PIB para o ano de 2018.

A expectativa de fechamento do ano de 2017 é de aumento na taxa de ocupação em 12 dos 17 municípios analisados, sendo que o maior crescimento esperado foi registrado para o município de Belo Horizonte (+12%). Em contrapartida, quatro deles esperam queda no indicador, com Rio de Janeiro portando a queda mais significativa (-9%).

Para a diária média, o cenário esperado em relação a 2016 é de queda na maioria dos municípios. As estimativas para 15 dos 17 municípios oscilam entre -1,3% (São Paulo e Curitiba) e -28,2% (Rio de Janeiro). A cidade do Rio de Janeiro ainda carrega os reflexos da superoferta de  empreendimentos por conta da realização dos Jogos Olímpicos. As projeções de aumento são para os municípios de Belém (+1,5%) e Natal (+0,2%).

Já em relação ao RevPAR, as estimativas são mais divididas. 10 municípios projetam aumento no indicador, enquanto 7 estimam queda. As hipóteses positivas mais expressivas são para Belo Horizonte (+9,9%) e Natal (+8,6%), enquanto que nas negativas, o Rio de Janeiro tem maior declínio (-29,4%).

As projeções para o ano de 2019 também são otimistas e em sua maioria apontam aumento nos três indicadores analisados. De modo geral, a expectativa é de recuperação na atividade hoteleira, começando de modo mais tênue em 2017 e avançando nos próximos anos.

Clique aqui para acessar o estudo do FOHB com detalhes.

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