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Evento debate uso de combustível sustentável na aviação

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As companhias aéreas poderão criar políticas próprias para despachar bagagens

Para buscar soluções para o desenvolvimento sustentável do setor aeronáutico, representantes do governo brasileiro, de empresas privadas e institutos de pesquisas nacionais e estrangeiras, se reuniram na última segunda-feira (4) no II Workshop de Sustentabilidade do Setor Aeronáutico. Promovido pela ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e pela Anac – Agência Nacional de Aviação Civil, o evento tratou das lacunas tecnológicas, econômicas e institucionais para o setor.

De acordo com Alessandro Teixeira, presidente da ABDI, o transporte é uma questão básica e o debate sobre sustentabilidade avança e apresenta novos elementos. “Temos que pensar como o setor pode se desenvolver e nos aproximar o máximo possível da academia e das novas tecnologias. Para nós, esse é um debate muito importante”, avaliou.

Para o gerente técnico de Acordos Internacionais da Anac, Alexandre Filizola, desenvolver um novo combustível é um grande desafio em vários sentidos. “É dever do sistema de aviação pensar na redução do custo do combustível, isso é estratégico. No entanto, o uso da biomassa, além da redução dos gases de efeito estufa, ainda apresenta um grande potencial de geração de emprego e renda.”

De acordo com o representante da associada à Ubrabrio – União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene, a Curcas Diesel Brazil, Mike Lu, a alternativa está no uso da cana-de-açúcar, soja, macaúba, pinhão manso, camelina, canola, algas e halofitas, respeitadas as regionalidades. A Ubrabrio menciona a plataforma gaúcha de bioquerosene que utiliza soja e o farelo de soja, e a pernambucana que utiliza a cana-de-açúcar e está incentivando a produção familiar de outras matérias-primas utilizadas no processo de refino do bioquerosene, como a mamona e a macaíba.

Já a plataforma mineira – que juntou 17 municípios do alto do São Francisco e foca o plantio da macaúba como forma de revitalizar a mata ciliar para recuperação hídrica do rio – incentiva a agricultura familiar, o extrativismo e ainda a produção de biomassa. “Estamos criando uma engenharia conceitual, um projeto que está sendo desenvolvido com uma empresa de nanotecnologia e criando uma agenda positiva sustentável, integrando esforços do governo”, explicou Mike Lu.

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