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Estagiários de biologia do Plaza Caldas da Imperatriz (SC) desenvolvem projeto

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Participantes do projeto do resort Plaza Caldas da Imperatriz (SC) - Crédito: Divulgação

Os alunos de graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Satyabana Oliveira e Kauam Basetto, estão estagiando no resort e desenvolvendo um projeto de monitoramento de uma espécie de perereca (anfíbio anuro). Descrita na década de 1990 a espécie é endêmica da região da Serra do Tabuleiro, chamada cientificamente Boana Poaju e ainda pouco conhecida.

Há mais de 25 anos, o Plaza Caldas da Imperatriz mantém um convênio oficiaBoana Poajul com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para realização de atividades ambientais no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. O biólogo do resort, Fernando Maciel Brüggemann, conduz as tarefas como Ecoturismo, Educação Ambiental e Pesquisa Científica. As atividades de ecoturismo como trilhas ecológicas e observação de aves são realizadas permanentemente com os hóspedes do resort e as atividades de Educação Ambiental como palestras ecológicas, plantio de árvores, por exemplo, são realizadas com hóspedes, colaboradores e comunidade (escolas visitantes).

Espécie da perereca (anfíbio anuro), chamada cientificamente Boana Poaju – Crédito:
Divulgação
Descrita na década de 1990 a espécie é endêmica da região da Serra do Tabuleiro – Crédito:
Divulgação

Várias pesquisas científicas já foram realizadas através desse convênio, como TCCs (Trabalhalhos de Conclusão de Curso), Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado, além de publicações de artigos científicos e apresentações em Congressos nas áreas relacionadas às Ciências Biológicas e Meio Ambiente.

Resumo do projeto

O estudo está sendo realizado em um trecho de 500 metros do Rio Águas Claras dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, desde de agosto de 2017. O trecho é dividido em parcelas de 20 metros, a fim de determinar o padrão de movimentação de cada indivíduo. Para o monitoramento da população de Boana poaju são feitas campanhas a cada duas semanas percorrendo o rio e capturando os indivíduos por meio de procura ativa e busca auditiva.

Os indivíduos capturados são marcados através de um marcador TAG subcutâneo Northewest Marine Technology Inc. (NMT), medidos com o auxílio de um paquímetro (comprimento rostro-cloacal), pesados com um dinamômetro e soltos no local onde foram encontrados. A determinação do sexo é feita com base nas características morfológicas, visto que a fêmea apresenta um tamanho maior em relação ao macho, este apresentando braços hipertrofiados e um prepólex proeminente. A presença de vocalização é outra determinante, uma vez que somente os machos vocalizam.

Além dos dados dos indivíduos, serão coletados dados abióticos incluindo temperatura do ar, temperatura da água e umidade. Os dados de pluviosidade serão obtidos através do banco de dados da Epagri/Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de hidrometereologia de SC). Ao longo do monitoramento serão capturados 5 indivíduos para coleta de tecido e estes serão depositados na Coleção Herpetológica da Universidade Federal de Santa Catarina.

Esse estudo pretende investigar os padrões de distribuição e abundância de Boana poaju com a finalidade de se conhecer a dinâmica populacional e seus aspectos ecológicos. Depois que obtiverem dados suficientes sobre ela, os estudantes poderão desenvolver novas pesquisas. O biólogo Fernando, que acompanha e colabora diretamente com o trabalho, espera que o monitoramento seja feito por pelo menos dez anos.

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