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Energia renovável é debatida no segundo dia do Conotel 2017

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Da esquerda para direita, Marcelo Reis da Evolight; Marcos Maciel da Sunew e Rodrigo Rutstatz

Aberto pelo Vice-Presidente da ABIH Nacional Manoel Cardoso Linhares, o primeiro painel do dia no Conotel 2017 levantou o tema “Energia Renovável – Projetos sustentáveis”, mediado por Amanda Leonel, CEO do Jornal Brasilturis. O evento acontece no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista.

Manoel Cardoso Linhares abriu o painel falando sobre associativismo, a importância histórica de se viver em grupo, e como isso tem se refletido nas atividades da ABIH. “Trabalhamos incansavelmente para trocar experiências e fomentar o setor, que tem resistido as delicadas fases que o Brasil passou nas últimas décadas que repercutiram no setor de hospedagem. Nesse momento atuamos em parceria com o legislativo e judiciário. Nosso êxito está na discussão de temas pertinentes ao setor”, declarou.

Manoel Cardoso Linhares, Vice-Presidente da ABIH Nacional foi quem abriu a grade de programação deste segundo dia

Em seguida, subiram ao palco Marcos Maciel, da Sunew; Marcelo Reis da Evolight e Rodrigo Rutsatz, da EPI Energia. Maciel falou sobre a tecnologia OPV, tratando sobre energia Solar, fotovoltaicas e a aplicação em hotéis. “Energia solar é o futuro. É a fonte mais abundante e única capaz de substituir os fósseis, fazendo uma transformação no mundo”, declarou.

Considerando a falta de espaço estrutural, os telhados e fachadas são os locais mais comuns para aplicações em hotéis. Segundo ele, 65% dos brasileiros são influenciados pelo conceito de hotéis sustentáveis para decidir pela sua hospedagem. “Os painéis fotovoltaicos orgânicos ainda são incipientes no mundo, e o Brasil é um dos pioneiros. Nossa empresa já tem planos de exportação para outros países e com alguns cases no Brasil”, adiantou o executivo da Sunew.

De acordo com Maciel, o painel orgânico não tem a intenção de substituir os painéis de silício, e são três soluções para o setor hoteleiro: em fachadas; OP Tree (tipo de decoração em forma de árvore com entrada USB e promove marketing verde) e Flex, aplicada em toldos, por exemplo. O custo, a curto prazo, ainda é maior que o painel tradicional, que ainda é mais viável. “Certamente é uma solução considerável pelo custo geral depois do investimento”.

Amanda Leonel, CEO do jornal Brasilturis

Em seguida, Marcelo apresentou as soluções da Evolight, que também prevê soluções de eficiência energética. “Buscamos fazer com que este setor evolua em legislação e benefícios para quem utiliza energia renovável. O Brasil ainda tem dificuldades no aspecto financiamento. Precisamos renovar”, comentou. Segundo ele, os painéis tem duração média garantida de 25 anos, mas podem durar até mais.

Mostrando um mapa solarimétrico do Brasil, o executivo menciona que o pior espaço do Brasil de radiação solar para geração de energia ( Serra gaúcha até parte do Rio de Janeiro) ainda é melhor que a Alemanha, que está mais avançada neste quesito em virtude da burocracia e custos. “Vamos fazer com que o País seja autossuficiente energeticamente. A sustentabilidade precisa ser praticada. Alguns setores do governo já começaram a abraçar esta causa, então, estamos avançando”, concluiu.

Em seguida, o engenheiro Rodrigo Rutsatz da EPI Energia, especializada em projetos com experiência mundial. O executivo falou sobre a tendência das taxas de energia, que seguem aumentando cada vez mais, dado o também crescente aumento do consumo.

A geração distribuída, apresentada pelo engenheiro, envolve o autoconsumo; autoconsumo remoto; condomínios e geração compartilhada, onde cria-se um consórcio entre os interessados, e é desenvolvida uma usina de energia renovável – solução recomendada para hotéis. Para um hotel, os valores de investimento variam de R$ 100 a R$ 500 mil.

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