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Encontro do setor imobiliário com timeshare é tema de painel no 3º Adit Share

Painel levantou as diferenças e problemas do setor imobiliário e timeshare no Brasil

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Átila Gratão, do Salinas Park Resorts, do Pará moderou o painel

Direto de Campinas (SP) – Terminou há pouco mais um painel do 3º Adit Share, evento promovido pela Adit Brasil que acontece no Royal Palm Resorts, em Campinas (SP). O tema abordado foi “Fração Imobiliária: O que a experiência nacional pode nos ensinar sobre o encontro entre o setor imobiliário e o Timeshare?”, moderado por Átila Gratão, do Salinas Park Resorts, do Pará. 

Participaram do painel Joaquim Neto, do Grupo RMEX (GO); André Ladeira, da WAM Negócios (GO); Adriana Chaud, da New Time Consulting (GO) e Guilhermo Corral, da CCTM Hotelaria e Turismo (PE).

Adriana apresentou algumas características do timeshare & Vacation Club e da fração imobiliária, e uma base alternativa ao convencional em ambos os casos. Segundo ela, o modelo de comercialização de frações deve obedecer os mesmos padrões de timeshare, como captação, estilo de venda, meeting, gerenciamento de sala; empresa de consultoria especializada; convivência harmônica, sendo o timeshare o produto de saída; fundo de reserva para retrofit e investimento na equipe.

Em seguida, André Ladeira mostrou os resultados da WAM Negócios em timeshare, sendo R$ 25 milhões para este modelo de negocio, e o Fractional gerou R$ 1 milhão em 2014. A empresa desenvolveu um conceito baseado em cinco pilares, sendo o Incorporador – aquele que oferece a oportunidade e precisa ser blindado. “É o empreendedor que participará, desenvolverá e entregará,  o negócio, então ele deve ser protegido”, comenta.

A estruturação jurídica é outra base fundamental do conceito. Depois, a comercializadora é crucial para entrar com know-how, garantir estoque de mercado, gestão de vendas e pós vendas. “Ela tem a responsabilidade de formar um produto sustentável para o comprador. Ela deve alertar e mostrar alternativas, com um processo limpo e detalhado”, pontua.

O quarto pilar é o Club Cia, empresa responsável pela facilidade do negócio e benefícios ao cliente. Por último, a administração hoteleira. “Ela é importantíssima neste negócio. Ela precisa entender o mercado de fractional, garantindo a entrega do que foi acordado”, finaliza.

Representando o Grupo RMex, Joaquim Neto apresentou um panorama geral econômico, onde houve ascensão à classe média (32 milhões de brasileiros entre 2004 e 2010); a desaceleração de preços de imóveis e maior gasto pela Classe C. Segundo ele, estes dados favorecem o encontro do setor imobiliário e o timeshare, onde há um investimento menor, uso integral do que se compra, menor custo de manutenção, escritura, segurança, serviço de hotelaria e conforto.

Por fim, Guilhermo Curral da CCTM Hotelaria e Turismo explicou algumas diferenças entre o fraactional e timeshare, e onde e encontram com o setor imobiliário. “Nos Estados Unidos, traduz-se uma cota maior de duas semanas como Fractional, e menor que este período, como timeshare. Embora tenhamos sentido uma certa insegurança por parte dos investidores, a legislação ainda não é muito específica e há  diversas leis do setor imobiliário que podem ser usados no fractional”, conta Curral.

Segundo ele, a ascensão das classes e a comercialização do timeshare como férias fazem este negócio ser muito promissor no Brasil. “Já cheguei a vender um cota de 200 anos no Uruguai. Quem procura geralmente são hoteleiros que querem preencher seu tempo de ociosidade, e também construtores que visualizam o futuro do empreendimento sob este modelo de negócio. Mas é preciso diferir timeshare das cotas imobiliárias”, aponta Curral.

A equipe da Revista Hotéis se hospeda no Royal Palm Plaza a convite da Adit Brasil.

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