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Participantes avaliam Fórum ‘Prática de Acessibilidade na Hotelaria’

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Público aprovou conteúdo apresentado durante o Fórum de Acessibilidade - Foto: Renato Hazan

Por Beatriz Trevizoli, Luiza Domingues e Raiza O. Santos

Foi encerrado agora há pouco o Fórum ‘Prática da Acessibilidade na Hotelaria’, evento realizado nesta terça-feira (21) no hotel Nobile Paulista Prime pela Revista Hotéis. O encontro reuniu gerentes, consultores, diretores e prestigiados palestrantes especialistas em acessibilidade e soluções tecnológicas para o setor.

Mais de 100 participantes assistiram cinco palestras com assuntos relevantes ao tema. Para o Diretor editorial da Revista Hotéis, Edgar J. Oliveira, esse Fórum trouxe à tona a velha discussão sobre a acessibilidade que agora tem amparo num Decreto Lei e o hotel que não se enquadrar sofrerá pesadas multas e poderá ser até mesmo fechado.

“Foi um dia bastante proveitoso com palestras de renomados profissionais que atuam no segmento. Tivemos quase 100 inscrições de profissionais de várias partes do Brasil, capacidade máxima da sala, o que demonstra o interesse nessa questão. O sucesso desse evento, que teve o padrão de qualidade by Revista Hotéis, se deve aos nossos patrocinadores que confiaram e acreditaram. Em breve teremos outros fórums para debater assuntos de interesses do setor”, adiantou Oliveira.

Confira a seguir o depoimento de alguns participantes do evento:

Para Marlene Ayub, Supervisora de Vendas no escritório paulista do Grupo DiRoma, o evento foi importante para esclarecer o novo Decreto-Lei e como ele será aplicado na operação hoteleira.

“No grupo DiRoma, os hotéis que já são acessíveis ainda passarão por uma readaptação para se adequar à lei. Acho importante o assunto ter virado lei porque antes era tudo ‘mais ou menos adaptado’, e com a lei todos vão seguir e fazer o que precisa ser feito. Achei muito válido porque você se coloca em discussões que não pensamos na prática. O mais difícil nesse processo vai ser a fiscalização. Na verdade, essa lei deveria vir da rua para os hotéis. As pessoas que precisam da acessibilidade representam um número pequeno, dando a impressão que não viajam. Mas não o fazem porque não têm condições para isso nas estradas, aviões e infraestrutura geral onde não tem fiscalização. Tem muito trabalho a ser feito ainda”, comentou.

Marlene Ayub, Supervisora de Vendas no escritório do Grupo DiRoma – Crédito: Renato Hazan

Já Marcelo Oliveira, Diretor da consultoria Gestur Hotel, de Belo Horizonte (MG) levará o conhecimento adquirido nas palestras para seus clientes, prioritariamente hoteleiros independentes.

“Por ser um assunto novo, é fundamental ter a realização desses fóruns e discussões para que possamos tirar nossas dúvidas com palestrantes e demais pessoas que estavam participando do evento que conseguiram explanar em relação a nova lei. Foi uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o novo decreto de acessibilidade para repassar para os empreendimentos. Poderemos mostrar quais as melhores maneiras de aplicar tudo isso e para atender este público. Nem todos os hoteleiros tem conhecimento das leis, então nosso trabalho é transformar o caminho deles o entendimento de uma forma mais tranquila do que, como e quando fazer”.

Marcelo Oliveira, Diretor da Gestur Hotel – Crédito: Renato Hazan

Troca de Experiências

Erik Christian Tover, Gerente Geral do Mercure JK, de São Paulo (SP), afirmou que “como o tema acessibilidade está em alta, é muito importante que existam sempre fóruns como o Prática da Acessibilidade da Hotelaria. O tema veio de encontro com nossa atual necessidade de adequações no Mercure JK. As palestras atenderam minhas expectativas, principalmente o conteúdo trazido pelo advogado Murillo Arakaki, que falou sobre aplicação prática do hotel nos decretos de acessibilidade”.

Erik Christian Tover, Gerente Geral do Mercure JK – Crédito: Renato Hazan

Fabiana Zichia, Administradora Multimarcas do Atlantica Hotels, de São Paulo (SP), comentou que “a troca de experiências com outros profissionais do mercado de hotelaria é sempre importante para ampliar nossos horizontes. Para mim, considerando o pouco tempo, o conteúdo do Fórum foi muito bem organizado e desenvolvido pelos profissionais”.

Fabiana Zichia, Administradora Multimarcas do Atlantica Hotels – Crédito: Renato Hazan

Fundador da Crismoe Metais Finos, de Cotia (SP), Sérgio Antônio Moelin disse que “desde que o Presidente Michel Temer assinou o decreto que regulamenta acessibilidade em hotéis e pousadas, é importante que os profissionais da área participem de Fóruns como o de hoje, a fim de tirar suas dúvidas e realizar as devidas adaptações em seus empreendimentos”.

Fundador da Crismoe Metais Finos, de Cotia (SP), Sérgio Antônio Moelin

Busca por informações

O profissional de acessibilidade e inclusão no lazer e turismo, com especialidade em pessoas com deficiência, Ricardo Shimosakai é cadeirante e esteve presente como participante destacando pontos com propriedade durante as palestras. “Foi muito bom ver bastante gente presente, pessoas buscando informação e querendo saber sobre o assunto” destaca Ricardo. Ele acrescenta que no ramo hoteleiro ainda existe a necessidade de buscar profissionais que entendam e implementem equipamentos, atendimento e saibam projetar a parte arquitetônica de forma correta.

Ricardo Shimosakai, Diretor de Acessibilidade e Inclusão de Lazer e Turismo – Crédito: Renato Hazan

A Gerente de Produtos da Atlantica Hotels, Patricia Koyama também esteve presente e afirmou que todas as palestras foram de grande importância. A profissional, ressaltou que a lei é complexa e ampla, mas que pôde agregar informação com cada tema discutido. Segundo ela, os produtos, a parte arquitetônica e a tecnologia são coisas que ela levará como aprendizado para implementar e melhorar na rede hoteleira.

Gerente de Produtos da Atlantica Hotels, Patricia Koyama – Crédito: Renato Hazan

Eliandro Galvão, do Centro Paralímpico brasileiro destacou que o evento foi fundamental para esclarecer dúvidas. Ele, que já trabalha na aplicação de leis e normas ressaltou que foi de extrema importância os assuntos abordados para a aplicação na empresa. “Movimentos como este devem continuar para melhorar a condição de pessoas com deficiências e disseminar informação para as outras”.

Eliandro Galvão, do Centro Paralímpico brasileiro – Crédito: Renato Hazan