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Debate de viabilidade e gestão de parques aquáticos e temáticos encerra ADIT Share

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Gustavo Rezende, Diretor do Grupo GR foi o moderador deste painel

Direto de Maceió (AL) – Este foi o painel que encerrou agora há pouco a grade de programação da 4ª edição do ADIT Share que aconteceu no hotel Best Western Premier Maceió (praia de Pajuçara em Maceió – AL). Participaram deste painel Rodrigo Macedo, Diretor da Tríade Soluções, Sérgio Ney, Diretor executivo do Grupo Ferrasa, Alain Baldacci, Diretor presidente do Wet’n Wild e Alex Cavaleiro, Diretor da Cavaleiro Consultoria. A moderação deste painel ficou por conta de Gustavo Rezende, Diretor do Grupo GR.

Tecnologia faz a diferença

Alex Cavaleiro iniciou a apresentação mostrando os parques aquáticos naturais que sua empresa desenvolve utilizando uma tecnologia muito avançada, onde retrata um ambiente bem natural com peixes no local. Outro trabalho que sua empresa está fazendo é o Ice Center, ou seja a água em forma de gelo como o encontrado no Snowland em Gramado (RS). “Este produto atrai um público qualificado 24 horas ao dia, assim como praticantes da patinação, hóquei, curling, entre outros esportes no gelo. Para um parque ter sucesso é necessário criar novas opções e investir sempre de maneira inovadora. Com isto, se consegue atrair um púbico mais qualificado aos empreendimentos”, apresentou Cavaleiro.

Investir em serviços e na operação

Rodrigo Macedo apresentou algumas soluções e visão que sua empresa a MultiClubes oferece para o mercado. Para começar, ele fez uma crítica a alguns empresários que fazem um grande investimento em grandes projetos de parques, mas na hora que tem de investir em serviços e na operação, ele deixa para trás. “Este mercado de clubes está passando por uma transformação exigida pelo canal de vendas e pela legislação, sendo necessário levar em consideração uma série de considerações como: investir também em serviços e tecnologias; ampliar a receita com passaporte club; unificação da experiência do frequentador; redução de custo com web, ATM e APP´s; conhecer o perfil do cliente; planos de vendas por canais de distribuição / comissão e novas vendas com combos/mix de produtos. São soluções eficazes que posiciona o empreendimento de maneira competitiva no mercado”, avaliou Macedo.

Planejamento é essencial

Alain Baldacci destacou que o Wet’n Wild parque aquático instalado em Itupeva(SP) teve um bom estudo e planejamento antes de ser implantado e mostrou alguns dados como a análise física e a influência dos mecanismos de turismo que podem alavancar o parque. “Com isto chegamos a viabilidade do parque e nossa moeda para avaliar a performance é o número de visitantes que cresce a cada ano”, explicou Baldacci. Ele mostrou também as vantagens de se desenvolver um hotel junto a um parque e a sinergia para um complementar o outro, assim como a viabilidade combinada com timeshare, hotelaria e o fractional.

Investimento de R$ 50 milhões

Sérgio Ney falou dos motivos que levaram o Grupo Ferrasa a fazer um aporte de R$ 50 milhões em recursos para implantar o Hot Beach que entra em operação na cidade de Olímpia no próximo mês de dezembro. “O Thermas dos Laranjais é o único parque existente na cidade de Olímpia e deve receber cerca de dois milhões de visitantes neste ano. Partindo do conhecimento desta demanda, resolvemos fazer este investimento para suprir a carência existente, mas nossas atrações são diferenciadas do Thermas dos Laranjais, assim como um dos diferenciais como: Poço próprio com licença ambiental que custou R$ 6,5 milhões. A água sai da terra a 51 graus e será reutilizada e posteriormente entregue a rede pública para distribuição a população de Olímpia”, assegurou Ney.

Desafios do setor

O moderador Gustavo Resende provocou os participantes a falar sobre os desafios dos parques brasileiros nos próximos anos. Para Cavalero falta ao empresário e administrador de negócios abrir a cabeça para novos desafios, mas tem de sair da sala para enxergar.  “Eles devem enxergar, por exemplo, a criação de um parque com propriedades químicas das águas encontradas em várias partes do mundo. É uma solução que pode ser viabilizada”.

Para Baldacci empreender um parque no Brasil é um grande desafio, pois esbarra em uma série de fatores como: aporte intensivo em capital e mão de obra, legislação trabalhista engessada, sofre com alta sazonalidade, o alto custo de importar equipamentos e de incentivos governamentais.   

A Revista Hotéis é Media Partner deste evento e se hospedou em Maceió no Maceió Mar Hotel

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