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Dando vida a grandes equações – Artigo de Rui Ventura

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A falta de profissionalismo reinante está cada vez mais trazendo dificuldades

financeiras para as empresas, um dos piores senão o pior dos males que as

assola são as “famigeradas” terceirizações, porque será que tem tanta gente

aceitando o que “grandes empresários” não querem? Já se perguntaram já se

perguntaram se essas pessoas que recebem restaurantes montados para

operar, ou os que laçam na rua meia dúzia de curiosos dão um

treinamentozinho muitas vezes em cadeiras de braços e chamam de

seguranças, trabalham por filantropia?

 

Vamos concordar que não, eles não trabalham para se aquecer e logo o que

eles se propõem fazer dá dinheiro, e se dá para eles, porque não dar para os

“empresários”, o motivo é simples e deixem-me antecipar-me e apresentar

minhas desculpas aos verdadeiros EMPRESÁRIOS, os que escolheram a

profissão e ou o negócio se profissionalizaram e o tocam com competência.

 

Terceirizar um serviço, seja ele qual for é sempre perder totalmente o controle

sobre ele, sobre seus custos e sobre seu resultado, no nosso meio, onde a

rentabilidade depende sempre e só de ATENDIMENTO – SERVIÇOS E

PESSOAS, o turn over é como um veneno.

 

E não é novidade a minha aversão à terceirização no ramo em que mais atuo,

mas eu pessoalmente sou contra a todo e qualquer tipo de terceirização.

 

Perdemos o controle sobre seus custos.

 

Perdemos o controle sobre mão de obra.

 

Perdemos através deles o nosso Hóspede. Pois quem vem visa lucro, e os

contratos de terceirização não dependem de hospede ou pelo menos é assim

que os terceirizados pensam, e se dizem que não pensam assim o que eles

fazem leva a querer que há algo errado entre a palavra e a ação.

 

Então, fecha e vai para casa, monta uma caixinha e vira engraxate.

 

Lembrei-me da terceirização porque li, na IstoÉ um artigo sobre o meu

compatriota que montou um império vendendo barato. Pelo menos isso é o que

os leigos precisam pensar, mas, o fato das esfihas custarem R$. 0,69 não quer

dizer que elas não deem lucro, e muito, já comeu esfias no Habib’s? tomou o

chopinho? – pois é quanto ele agrega – levou seus filhos, eles amaram as

miniaturas, e por acaso você saiu de lá sem dar para eles um sorvete? “Um

caso pessoal envolvendo a referida empresa: um dia precisei almoçar rápido e

tinha horário perto da loja onde estava, deixei meu filho entregue ao

encarregado para terminar de almoçar, ao voltar ele tinha comido o que pediu

as tais mini esfias, mas gostou do Beirute na foto e como estava matando

tempo comeu dois (dois) será que o lucro do Beirute é o mesmo das esfias?”

 

Não o sorvete não é terceirizado, é uma marca dele Saraiva também. Como

esse sucesso é possível. Se usar o RM Revenue Management ele é

automático e isso não quer dizer que venda uma UH hoje por 100 e esta

mesma UH amanhã por 300 o que, aliás, é fácil de encontrar por aí em gente

chamando isso de Revenue Management, eu chamo de IGNORANCIA. Não se

exploram as circunstâncias o que se explora é o negócio que você administra,

e isso não permite oportunismos e sim profissionalismo e seriedade. Os

oportunistas de plantão são sem sombra de dúvida os maiores responsáveis

pelo cada vez maior fluxo de turistas exportados pelo Brasil, ficar no País é

sempre mais caro, e em que pese o custo Brasil ser uma realidade ele é só

uma realidade e não pode, ou pelo menos não deve ser a desculpa atrás de

que se esconde a incompetência, entendam, é como o caso do protetor solar

no norte do Brasil, estuda-se reduzir o preço, pois lá o Sol “é de lascar” então

se você reduz o preço em 1/3 isso vai invariavelmente te aumentar a venda, e

normalmente manter ou aumentar a rentabilidade. Tudo se fundamenta ou

deveria fundamentar em Números.

 

Mas vou deixar algumas dicas:

 

a) O mapa de custos – despesas e investimentos é a sua bíblia para o dia

a dia de um negócio rentável.

b) As despesas com pessoal precisam ser mantidas enxutas, e isso não

quer dizer que você vai pagar uma miséria, e sim que pode conseguir

com muitos incentivos e treinamentos o máximo de rentabilidade de

cada colaborador, Estes são baratos, os caros são os funcionários.

c) Tudo acontece de cima para baixo e terceirização é sempre e só

sinónimo de MÁ ADMINISTRAÇÃO.

d) Saiba o que seu cliente quer e tenha dentro do que ele quer o melhor,

mas não se esqueça, qualifique muito bem sua gente de vendas.

e) Recompense e reconheça.

f) Troque os funcionários por colaboradores, eles se tornaram a pilastra de

seu empreendimento.

g) Serviço eficiente, produtos de alta qualidade sem desperdícios. Otimize

tudo.

 

Se seguir estas dicas, e fizer as contas bem feitas acredite você terá sempre

preços altamente competitivos, mão de obra feliz e profissionalizável, e

clientes/hospedes satisfeitos e divulgando com entusiasmo e sinceridade o seu

Hotel, restaurante, lanchonete ou o que quer que administre dentro destes e

alguns outros parâmetros.

 

Podemos sempre ajudar. Não se perde colaborador, o que se perdem são os

funcionários, mas estes é bom que se vão…

 

Assim como: “Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados.

 

*Rui Ventura é Administrador hoteleiro, atuando em consultoria plena e muito forte em Revenue Management – Contato: rui@ruiventura.com.br

 

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