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Crise econômica é debatida no XVI Encontro Comercial FOHB

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Na foto, da esquerda para a direita, Juan Jensen, Sócio da 4E Consultoria e professor do Insper e Roland Bonadona, Senior Advisor AccorHotels e Vice-presidente do Conselho FOHB

A crise econômica foi debatida a pouco no XVI Encontro Comercial FOHB, evento que está sendo realizado no Novotel Center Norte, na capital paulista, pelos executivos Ronald Bonadona, Senior Advisor AccorHotels e Vice-presidente do Conselho FOHB, e Juan Jensen, Sócio da 4E Consultoria e professor do Insper. Com o tema “Crise econômica – o que ainda está por vir e os impactos na hotelaria”, os executivos abordaram de maneira bem abrangente o atual cenário da hotelaria nacional.

Juan Jensen iniciou o painel com um panorama do atual cenário econômico brasileiro e mundial, onde o País enfrenta inflação alta e com baixo índice de investimentos. Para ele, atualmente é muito difícil separar a crise econômica da crise política. “O primeiro mandato de Dilma Rousseff foi ruim, onde ele possuía maioria no congresso e aprovou muitos projetos que não eram de interesse para o país. A avaliação do governo Dilma é muito mal avaliado se formos comparar com o governo de Fernando Henrique e Fernando Collor, na época pré-impeachement”, afirmou.

Para ele, o cenário atual é de baixa confiança, limitando a reação no curto prazo, deixando como desafio a recuperação da confiança dos agentes. O aperto fiscal e monetário  são aspectos limitantes ao desempenho de 2014. Além disso, os impactos da operação Lava Jato sobre investimentos é o principal fator para levar o PIB para o campo negativo. “Em 2016, nossa economia deverá se retrair. Nosso país não registra dois anos de queda desde a crise global de 1930. Porém, a estimativa é de que esse cenário comece a se recuperar em 2017. O principal problema da nossa economia é com relação as despesas fiscais do governo, como o superávit primário, onde o governo mais gasta do que arrecada”, relatou.

Na visão de Jensen, a crise econômica trouxe a queda de demanda pelo usuário de negócios. Por outro lado, o usuário de turismo tem aumento de demanda por hotelaria doméstica dado o encarecimento de viagens ao exterior. O efeito líquido é negativo, sobretudo para a hotelaria da rede, estabelecida em grandes cidades.

O Senior Advisor AccorHotels, Roland Bonadona, afirmou que a crise cria recessões, onde o País e a hotelaria fica em uma queda de atividade, mas que também gera muitas oportunidades. “Na fase atual, no setor específico da hotelaria, em algumas regiões, registramos uma aumenta da oferta de leitos hoteleiros, por conta de grandes eventos que o Brasil vem recebendo, versus a queda da demanda de público. Temos que gerenciar os nossos negócios dentro desse cenário difícil, o que exige muito mais do gestor. Sabemos que depois a situação vai melhorar. Atualmente eu presido a câmara de comércio Brasil X França, e tenho visto grandes empresas francesas investindo nos seus negócios. Nós hoteleiros e operadores temos que pensar que o mais importante é a taxa de ocupação, pois ela é um indicador do caixa. A taxa de ocupação é um meio para se administrar as receitas. Fazer promoção para tirar o cliente do hotel vizinho não é a saída, pois essa ação prejudica todo o setor. Agora é o momento de união, pois será assim que retomaremos os investimentos na hotelaria no futuro. Vamos tentar construir uma consciência positiva”, afirmou.

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