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Crescendo diante das oportunidades

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Diante da estabilidade econômica que o Brasil atravessa e a elevação e melhor distribuição do PIB fez com que a Accor implantasse um audacioso processo de crescimento no Brasil nos próximos anos. A rede que é hoje líder no mercado brasileiro, administrando 142 unidades, possui 73 hotéis em implantação na atualidade e o objetivo é ter aproximadamente 300 hotéis no Brasil até 2015.
A bandeira Formule 1 será uma das grandes alavancas deste crescimento e a expectativa da Accor é de ter 100 novas unidades Formule 1 até 2015. Para isto, adotará o modelo de franquia para as cidades de pequeno e médio porte, e com os contratos de administração para as cidades de grande porte. Bandeiras consideradas de luxo também estrearão no mercado brasileiro, como a Pullman que tem previsão de inauguração na cidade de São Paulo no próximo mês de março.
Quem está comandando esta expansão da Accor é o francês Gilles Gonzalez, Diretor de Desenvolvimento na América Latina e você confere com exclusividade uma entrevista em que apresenta em detalhes como se dará este crescimento.

Revista Hotéis — Como a Accor está vendo as oportunidades do mercado brasileiro e quais são os planos de crescimento para os próximos anos?
Gilles Gonzáles — Do ponto de vista econômico, o Brasil vive um momento que favorece bastante os negócios em geral e a hotelaria em particular. A elevação do PIB repercute diretamente sobre o aumento da demanda e favorece o desenvolvimento hoteleiro. Como líderes deste segmento e com 73 hotéis em implantação na atualidade, nosso objetivo é chegar à aproximadamente 300 hotéis no Brasil até 2015, o que significa praticamente dobrarmos de tamanho, já que hoje operamos 142 hotéis no País. Este crescimento em partes se dará pelas marcas Ibis e Formule 1.
 
Revista Hotéis — Quais foram os fatores considerados para esta expansão e a importância que a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 teve nesta decisão?
Gilles Gonzáles — Acredito que, de um modo geral, a expansão do setor hoteleiro foi impactada positivamente pelo bom momento político e econômico do País, sinônimo de maiores investimentos e elevada confiança dos investidores; pela ascensão da classe C, que impulsionou o segmento econômico; pela demanda crescente dos grandes centros, em especial nas grandes cidades como São Paulo, onde não vemos atualmente projetos em construção e a demanda segue crescendo; e, sem dúvida nenhuma, pela proximidade de grandes eventos como a Copa do Mundo da FIFA e as Olimpíadas, que, apesar de não influenciarem as decisões de negócios da Accor, já que nos pautamos pelo momento da economia, têm puxado os investimentos em infraestrutura no Brasil.

Revista Hotéis — A substituição do CEO mundial da Accor Gilles Pélisson por Dennis Hennequin poderá alterar algum plano de expansão da Accor no Brasil nos próximos anos?  O que representa o País nos planos mundiais da Accor?
Gilles Gonzáles — A chegada do Sr. Dennis Hennequin seguramente trará nova energia à operação América Latina, favorecendo ainda mais o desenvolvimento da região, que hoje representa 4% da oferta hoteleira da Accor no mundo, estando apenas atrás de mercados como França, Alemanha e Estados Unidos. Dentro desta perspectiva e alavancados pelos investimentos de nossos parceiros, temos hoje prevista em nossa estratégia a rápida consolidação do desenvolvimento de nossas marcas através dos contratos de franquias e de administração.

Revista Hotéis — Quais serão as bandeiras implantadas e em que locais?
Gilles Gonzáles —Todas as nossas bandeiras participarão deste processo de crescimento e os locais, apesar de variados, incluem as cidades que receberão os eventos da Copa do mundo da FIFA e Olimpíadas 2016. Só para exemplificar, na cidade do Rio de Janeiro temos em construção cinco novos hotéis, sendo dois Novotel, dois Ibis e um Mercure. Juntos, estes empreendimentos, serão responsáveis pela oferta de 1000 novos apartamentos.
 
Revista Hotéis — No caso específico da bandeira Formule 1, a Accor faz uma grande aposta e pretende ter 100 novas unidades até 2015. Como se dará esta expansão e qual será o modelo adotado?
Gilles Gonzáles — No caso específico da marca Formule 1, cresceremos de dois modos: com o modelo de franquia para as cidades de pequeno e médio porte, e com os contratos de administração para as cidades de grande porte. No caso do modelo de franquia, este desenvolvimento acontecerá através do loteamento de cinco hotéis por franqueado, onde os hotéis deverão estar prontos para operar em até quatro anos. Este modelo de negócios nos levará as principais cidades do território nacional.

 Revista Hotéis — Quais os critérios que vão utilizar para formar o grupo de investidores? Já existem interessados?
Gilles Gonzáles — Como não poderia deixar de ser, num primeiro momento oferecemos a franquia Formule 1 para os atuais parceiros da Accor, os quais demonstraram grande interesse pelo negócio. Em seguida lançamos oficialmente no País a franquia Formule 1 através de um roadshow que apresentamos no Nordeste. Hoje existem diversos grupos interessados neste modelo de franquia, mas é claro que o sucesso deste projeto exige bons parceiros, bons terrenos e operações em total conformidade com os padrões da marca, resultando na consistência da rede Formule 1 como elemento chave para o sucesso. 
 
Revista Hotéis — Porque escolheram a cidade de Piracicaba para ser o protótipo deste modelo de expansão da bandeira Formule 1?
Gilles Gonzáles — A cidade de Piracicaba representa muito bem o mercado que buscamos atingir. Outra razão é o sucesso que temos com a marca ibis naquela cidade.

 Revista Hotéis — O foco de crescimento da Accor para os próximos anos serão as bandeiras econômicas (Ibis / Formule 1) ou você acredita que com o crescimento do poder aquisitivo e a melhor redistribuição de renda que está acontecendo no Brasil abrirá espaço para implantar hotéis padrão luxo como o Sofitel ou mesmo hotéis no padrão luxo plus?
Gilles Gonzáles — As bandeiras econômicas serão as que mais crescerão nos próximos anos, impulsionadas pelo grande potencial deste segmento que cresce a cada dia. Com relação as demais categorias, acredito que a upscale (Sofitel) ainda tem espaço para se desenvolver em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, entre outras capitais, e que no segmento midscale as marcas Novotel e Mercure seguirão com grande potencial de desenvolvimento. Para os próximos anos, prevemos ainda o desenvolvimento de nossa marca Sofitel no Brasil e a chegada da bandeira Pullman.

Revista Hotéis — Quando e qual local será a abertura desta nova bandeira?
Gilles Gonzáles — No primeiro trimestre de 2011, possivelmente em março, inauguraremos em São Paulo a primeira unidade da bandeira Pullman, através de um up grade do Grand Mercure Ibirapuera. A Pullman será um marco e ponto de partida para o desenvolvimento desta nova marca nas principais cidades brasileiras.

Revista Hotéis — Quais os diferenciais que a bandeira Pullman possui e como se dará a expansão no Brasil?
Gilles Gonzáles — A marca Pullman chegará como uma nova experiência aos clientes corporativos do segmento upscale e será capaz de abrigar eventos de médio e grande porte. Além disso, a bandeira possui forte inclinação para a inovação, a conectividade e o sentimento de bem-estar, o que faz jus ao slogan “check in, chill out”. O Pullman tem um posicionamento inovador sustentado por três fundamentos: Hospitalidade acolhedora, Lobby e Lounge com conectividade, ambientação, design, e arquitetura acolhedora e quiosques para check-in e check-out, propício para a convivência entre os hóspedes.  Welcomer, um novo conceito, papel e atitude em como receber os clientes, símbolo do novo conceito Pullman, é responsável pelo bem-estar dos hóspedes a partir do momento em que chegam e a interface com os diversos serviços. Eles abordam os hóspedes a fim de lhes dar as boas-vindas e oferecer informações.

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