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Contribuição com Room Tax: Uma questão de sobrevivência para o hotel

Responsáveis pela captação de eventos, alguns Convention Bureaux brasileiros têm registrado uma queda na arrecadação da taxa, uma contribuição do hóspede que se não repassada, prejudica o investimento no turismo e na vinda de novos turistas

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O Rio de Janeiro é hoje o quarto maior mercado do Airbnb no mundo, atrás de Nova York, Londres e Paris - Crédito: Pedro Kirilos

Sem investimentos no turismo não há hóspedes nos hotéis. Isso resume o que pode ocorrer se os empreendimentos hoteleiros não colaborarem com a Room Tax, taxa voluntária que é cobrada dos hóspedes e repassada ao Conventions & Visitors Bureau ao qual é afiliado. Com esta renda, que varia de R$ 1,00 a R$ 20,00 no Brasil, as entidades investem na captação de eventos, na divulgação das cidades como destinos e prospectam novos turistas, e consequentemente, novos hóspedes para estes mesmos hotéis. Ou seja: não colaborar acaba sendo um tiro no próprio pé.

Ultimamente, algumas entidades têm registrado uma queda no repasse desta taxa, proporcional à recessão que atinge todos os setores no País. Mas, cabe também aos hotéis incentivarem seus hóspedes para contribuir e alimentar a cadeia do turismo.
A Room Tax é um pequeno valor pago pelo hóspede, de forma facultativa, somado à sua diária e estipulado conforme o porte do hotel ou de acordo com a orientação do Convention Bureau ao empreendimento, também chamado de mantenedor.

Só na cidade de São Paulo, por exemplo, são 42 mil apartamentos disponíveis em mais de 450 hotéis, segundo dados do Observatório do Turismo. No primeiro trimestre deste ano, a cidade recebeu 78 eventos, e até dezembro tem programados outros 953 (número que pode aumentar) que foram captados um ou mais anos antes, através de muitas campanhas de incentivo, publicidade e investimentos que destacaram a cidade perante outras. E é basicamente desta taxa, somada diariamente por cada quarto, que os Convention & Visitors Bureaux sobrevivem.

Não há nenhum custo, ao hotel ou ao Convention, na afiliação entre ambos. Nenhum contrato ou obrigatoriedade. Por se tratar de uma relação de confiança e parceria, espera-se que um ajude o outro a se manter: o hotel capacita seus funcionários a falarem sobre a taxa e a explicarem para seus hóspedes, sem falar apenas que seu pagamento é opcional; e os Convention aplicam este valor na captação de novos eventos e propagação do destino, trazendo novos turistas à cidade e benefícios evidentes a toda economia. Mas o que parece ser simples na teoria, acaba não se eximindo de problemas na prática.

O São Paulo CVB registrou grande queda na arrecadação, necessária para custear as grandes campanhas de captação de eventos - Crédito: Ken Chu/Expressão Studio SPCVB
O São Paulo CVB registrou grande queda na arrecadação, necessária para custear as grandes campanhas de captação de eventos – Crédito: Ken Chu/Expressão Studio SPCVB

Trabalho invisível
Diariamente, os CVB presenciam empresas das dezenas de segmentos que compõem a cadeia produtiva de turismo, eventos e viagens, em busca de alternativas mais viáveis financeiramente para manter sua estabilidade no mercado. É o que conta Toni Sando, Presidente do SPCVB – São Paulo Convention & Visitors Bureau, que atualmente registra uma queda na arrecadação do Room Tax, que na capital paulista varia entre R$ 3,50 e R$ 9 dependendo da categoria e destino.

Segundo ele, os motivos podem ser diversos, como a própria crise, diminuição da taxa de ocupação dos hotéis e mesmo a não cobrança da contribuição da taxa facultativa. “É errado pensar que, ao retirar o Room Tax, um desconto é aplicado, uma vez que a contribuição é paga pelo hóspede e não pelo hotel. Essa negociação é perigosa para o setor pois compromete a saúde financeira do CVB, que trabalha para resultados a médio e longo prazo. O SPCVB, por exemplo, está prospectando mais de 400 eventos para até 2027. O valor deve ser repassado corretamente. Caso o hotel fique com parte desse recurso, é apropriação indébita e poderá ser auditado pelos Agentes Públicos, considerando que o SPCVB é uma Fundação Estadual e presta conta de todo o valor recebido à Procuradoria das Fundações do Estado de São Paulo”, explica o presidente.
VAGDe acordo com Toni Sando, atualmente, os visitantes, principalmente motivados pelo segmento MICE, estão com menos disponibilidade de permanecer mais tempo nos destinos; as empresas estão enviando menos profissionais para participarem de feiras e congressos; e, do outro lado, organizadores de eventos encaram grandes desafios na obtenção de patrocínios e tentam, de pequenas a grandes atitudes, promover economia nos gastos gerais, como, por exemplo, redução de serviços, de alimentos e bebidas, de equipamentos e até de decoração.

Para Sando, com essa postura preventiva, é normal que se busque, em cada canto, por custos que possam ser eliminados. “Neste momento, a leitura do manual e a consciência do “trabalho invisível” são essenciais para não se perder a base que garante a sustentabilidade do setor a curto, médio e longo prazo. Na hotelaria ou na sua agência corporativa, às vezes, na negociação, o comercial retira a cobrança do Room Tax, contribuição facultativa paga por hóspede por diária nos hotéis associados do CVB local, como forma de oferecer um menor valor no orçamento, mesmo que importantes eventos tenham vindo por meio do próprio CVB”, afirma.

Toni Sando diz ainda que quando não se inclui o Room Tax nas negociações, se desparametriza do sistema ou não é mantido no balcão um display de orientação da importância da contribuição, compromete-se a sustentabilidade do setor a médio e longo prazo. “Por isso, a real saída é unir esforços para que os eventos, encontros, reuniões e muito mais continuem acontecendo, com a relevância que lhe são devidas. Em São Paulo, por exemplo, o SPCVB, com esse recurso, já capacitou mais de 10 mil profissionais. Um único evento captado pode trazer milhares de visitantes de uma vez só. É um esforço concentrado que, se mantido, pode trazer retornos mais efetivos do que cortes de custos aparentemente superficiais”, aponta.

Para manter os colaboradores alinhados à esta cultura, a Academia Visite São Paulo, programa de cursos e treinamentos do SPCVB, tem um módulo voltado ao Room Tax, e a equipe de Relacionamento faz visitas constantes aos hotéis associados para abordar o assunto. A entidade sempre busca munir de argumentos e materiais explicativos os profissionais da hotelaria, para que sejam engajados e informados o bastante, para explicar ao hóspede a importância da contribuição do Room Tax, quando questionado.

Dependentes da confiança
A Room Tax/Doação para o Turismo também é o que movimenta o CCVB – Curitiba Convention & Visitors Bureau, ditando as ações e ferramentas da instituição. Sessenta por cento da arrecadação é oriunda desta concessão, mantendo as captações de eventos, ferramentas para receber melhor o turista — como aplicativos, site com a programação da cidade —, campanhas de marketing, ações de capacitação com promotores de eventos, entre outras atividades. Graças a estas ações, a capital paranaense recebe por ano cerca de 3,7 milhões de turistas. O valor é cobrado por diária e varia de acordo com a categoria do hotel. O hóspede contribui no check-out e confere o lançamento total na conta. Os valores podem variar entre R$ 1,20 na categoria econômica até R$ 3,10 na categoria superluxo.

Segundo Tatiana Turra, Diretora-Executiva do CCVB, a grande maioria dos hotéis arrecadam a Room Tax, revertida em benefícios para o turismo da cidade e para os turistas, fomentando o desenvolvimento econômico e social do destino. “Visualizamos a campanha como um quebra cabeça, e cada um de nós é uma peça. Juntos, somos o destino e desejamos estar mais preparado e competitivo, gerando experiências exclusivas aos turistas, que inove em atrações, que supere a excelência em serviços e, de modo especial, que conte com profissionais valorizados e motivados para seguirmos um caminho de conquistas”, afirma.

 Jardim Botânico de Curitiba (PR), um dos cartões postais da cidade que atrai cerca de 3,7 milhões de turistas ao ano - Crédito: Fabio Muniz
Jardim Botânico de Curitiba (PR), um dos cartões postais da cidade que atrai cerca de 3,7 milhões de turistas ao ano – Crédito: Fabio Muniz

Segundo ela, o CCVB tem um índice mínimo que o hotel tem que alcançar, justamente para não ter uma oscilação tão grande na receita mensal. “Com isso, conseguimos garantir nosso planejamento de ações mensais, manter a regularidade e qualidade no nosso trabalho. A resistência existe em alguns casos, mas creio que em qualquer segmento é muito difícil ter todos os envolvidos acreditando em um mesmo objetivo. Esta resistência, de uma forma geral, é vencida na medida em que os empresários percebem a importância do trabalho do CCVB e dos benefícios trazidos, principalmente pelo setor de eventos”, declara a diretora.

Para qualificar e instruir os colaboradores dos hotéis, o CCVB tem uma campanha chamada “Eu Apoio Room Tax/Doação para o Turismo”. Ela abrange todos os atores envolvidos, dentre eles, o “front” dos hotéis. “Temos treinamentos específicos nos hotéis, com as equipes de recepção, realizamos premiações, eventos de relacionamento, capacitações variadas, tudo com o objetivo de mobilizar os profissionais em torno da causa. Não é um trabalho fácil, mas temos observado grandes resultados. Nós ficamos totalmente à mercê dos hotéis em relação ao repasse. Temos que trabalhar na confiança, mostrar a importância e relevância da parceria. O prejuízo , nesta relação, representa uma perda para todo o setor porque impactar negativa mente o trabalho do CCVB pode significar menos ferramentas de comercialização, menos processos de captação de eventos e, consequentemente, menos hóspedes nos hotéis”, opina Tatiana.

Tatiana Turra – “O Curitiba CVB defende a regulamentação da contribuição e tem em seu planejamento estratégico ações com este objetivo”
Tatiana Turra – “O Curitiba CVB defende a regulamentação da contribuição e tem em seu planejamento estratégico ações com este objetivo”

Recentemente, o CCVB reuniu recepcionistas, mensageiros, reservas, chefes de recepção e gerentes gerais dos hotéis que mais contribuíram com a campanha “Eu apoio a RoomTax/Doação para o Turismo” no primeiro trimestre de 2016. Durante a confraternização, o Nomaa Hotel foi premiado pela conquista da maior arrecadação da RoomTax/Doação para o Turismo e o San Martin Hotel Curitiba recebeu o troféu pelo maior incremento do valor arrecadado no período comparado ao trimestre anterior. Todos os membros das equipes ganhadoras receberam, também, certificados e uma lembrança especial de Curitiba, gesto que representa o agradecimento do destino em reconhecimento à dedicação de cada colaborador e sua compreensão sobre a aplicação da contribuição.

Transparência é primordial
O RJCVB – Rio de Janeiro Convention & Visitors Bureau é mais uma entidade que premia os colaboradores que se esforçam para colaborar com a Room Tax. De acordo com o Presidente da entidade, Alfredo Lopes, este é um trabalho contínuo e aprimorado a cada ano. Paralelamente a este trabalho, o Rio CVB, procurando incentivar os melhores colaboradores, criou o prêmio anual “Melhor Recepcionista”, que tem como objetivo homenagear o profissional que mais se dedicou para aumentar a arrecadação da taxa. Mas este incentivo visa garantir a lealdade que deve haver entre as partes, e a partir da transparência do trabalho e dos resultados alcançados pelo Rio CVB, os hotéis mantenedores do convention têm contribuído regularmente.

Lopes afirma que a transparência sobre a utilização da verba do Room Tax, tanto para os empresários da indústria hoteleira como para os hóspedes, contribui para a adesão e arrecadação regular. “Nós priorizamos a forte relação de confiança existente entre o Rio CVB e seus mantenedores e temos a missão de trabalhar para o sucesso dos negócios de nossos mantenedores. E, atualmente, com o cenário político econômico conturbado, a grande esperança na continuidade das políticas de captação e divulgação do destino se voltam para o Convention”, declara.

Alfredo Lopes – “Com o cenário político econômico conturbado, a grande esperança na continuidade das políticas de captação e divulgação do destino se voltam para o Convention”
Alfredo Lopes – “Com o cenário político econômico conturbado, a grande esperança na continuidade das políticas de captação e divulgação do destino
se voltam para o Convention”

O presidente do Rio CVB comenta ainda que a melhor maneira de contar com a arrecadação dos hotéis é incentivar, conscientizar e mostrar cases de sucesso de CVBs ao redor do mundo. A taxa também é um dos assuntos permanentes dos fóruns Comercial e de Recepção, ambos promovidos pela ABIH-RJ – Associação Brasileira da Indústria dos Hotéis. “Procuramos, também, estar presentes em eventos que debatam o assunto, além de associados a entidades que buscam representar e defender os interesses dos Conventions, entre eles a Unedestinos”, afirma.

A Unedestinos – União Nacional dos CVBx e Entidades de Destinos é uma organização não governamental de direito privado, com personalidade jurídica própria, constituída sob a forma de Associação sem fins lucrativos, formada por entidades mista, pública e privada, especializadas na promoção de destinos, pesquisas, geração de conteúdo, programas de capacitação, apoio e captação de eventos em geral e que se regerá por um Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis.

Metodologia eficaz
Não apenas as grandes capitais que contam com o trabalho dos Convention Bureaux, mas também e principalmente as cidades secundárias. O município de São Lourenço, em Minas Gerais, está localizado próximo à Serra da Mantiqueira, com a altitude de 875m. Por sua hospitalidade, abundância da fauna e flora e riquezas culturais, atrai muitos visitantes e por isso tem o turismo como principal atividade econômica, além de ser polo de serviços e comércio regional.

Alexandre Melo, Diretor Administrativo do São Lourenço Convention & Visitors Bureau, afirma que a entidade implementa, desde 2010, uma gestão na entidade com auxílio do Sebrae para construir uma governança sólida, visando alavancar o desenvolvimento sustentável na região com foco no turismo. “Na implementação da gestão na parte que envolvia a Room Tax, embora os consultores tenham sugerido esta modalidade de cobrança, nos deixaram livres para aplicar algum modelo que julgássemos mais adequado, levando em conta a dificuldade operacional da cobrança da Room Tax pelos motivos que são bem conhecidos dos CVB’s e do hoteleiros”, explica.

São Lourenço (MG) destaca sua cultura local e espaços abundantes em fauna e flora nas campanhas de divulgação
São Lourenço (MG) destaca sua cultura local e espaços abundantes em fauna e flora nas campanhas de divulgação

A solução aplicada pela equipe que está em vigor na cidade, foi fixar um valor por U.H. (Unidade Habitacional) baseada numa estimativa da taxa de ocupação mensal média da cidade, que gira em torno de 40%; uma recusa da cobrança de 30% no pagamento atribuída aos convênios, grupos de excursões, agências e operadoras; esquecimento de cobrança da recepção e tendo como base o valor de R$ 1,00/ diária. A conta do SLC&VB, que fixa o valor, é a seguinte:

Taxa de UH = 30 diárias * 40% de Tx.ocup * 30% de recusa * R$ 1,00 = R$ 7,20/UH

Ou seja, um hotel com 100 apartamentos paga um valor de R$ 720,00 no mês. “Acredito que as variáveis (tx.ocupação, tx de recusa e o R$ 1,00) possam ser mexidas de acordo com a cidade e categoria do hotel, mas o mais importante deste modelo aplicado é a facilidade operacional. É gerado o boleto para pagamento com um valor fixo e pré definido entre o CVB e o empresário além de não precisar treinar os recepcionistas e nem ficar ligando para o hotel pedindo qual foi a arrecadação de room tax todo mês, desgastando a relação entre as partes”, declara.

Regulamentar ou não?
Recentemente, foi levantada novamente a possibilidade de tornar obrigatória a cobrança e arrecadação da Room Tax, o que dividiu os Convention Bureaux. A proposta foi da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux em regulamentar a obrigatoriedade da room tax, apresentada para a Comissão do Turismo da Câmara Federal no ano passado.

Os principais autores desta discussão foram o presidente da Confederação, Márcio Santiago, e o presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando. As vozes a favor argumentam que a legalização traria independência financeira aos C&VBx e que em outros Países, o destino se desenvolveu mais rapidamente com a cobrança compulsória.

Toni Sando – “É errado pensar que, ao retirar o Room Tax, um desconto é aplicado, uma vez que a contribuição é paga pelo hóspede e não pelo hotel” - Crédito: André Stéfano/SPCVB
Toni Sando – “É errado pensar que, ao retirar o Room Tax, um desconto é aplicado, uma vez que a contribuição é paga pelo hóspede e não pelo hotel” – Crédito: André Stéfano/SPCVB

Para o presidente do SPCVB, tornar a Room Tax obrigatória configuraria uma bitributação, o que seria perigoso para a sustentabilidade e independência do setor. “Mesmo que não fosse, uma vez transformando uma contribuição em imposto, o recurso arrecadado seria destinado obrigatoriamente aos cofres públicos e não para entidades privadas, seja ela qual for. Por isso, é feito um trabalho forte junto aos eventos captados e apoiados, para que os hotéis que receberão seus participantes cobrem e repassem o Room Tax; além de um diálogo direto com os gestores de viagens nas chamadas Empresas Amigas da Cidade, com o mesmo intuito”, conta.

Além do Room Tax, hoje, o SPCVB conta com a mensalidade das demais empresas associadas e de ações de marketing, com publicações, participação de cooperados em feiras e publicidade.
Toni Sando declarou, na ocasião da apresentação da proposta na Câmara dos Deputados, que os Convention são entidades de natureza jurídica de associação civil e seu regime não é de sindicato. “Logo, conforme a legislação, para que contribuição vire imposto e imposto seja repassado, é preciso de carta ou representação sindical, o que nós não temos”.


Com a obrigatoriedade, ele acredita que a arrecadação dos Convention poderá até diminuir. “O Room Tax virando imposto, o dinheiro vai para o Tesouro Nacional, que define para onde vão os recursos e não temos garantia nenhuma que seremos a entidade legítima a receber estes recursos. Todas as entidades de turismo vão querer uma parte do quinhão”, disparou.

É também o que pensa a direção do Rio CVB, que de acordo com seu Presidente Executivo Alfredo Lopes, a realidade atual tem funcionado bem para a entidade. “Através do trabalho transparente e de conscientização já mencionados, percebemos que a arrecadação da taxa vem aumentando gradativamente. Este fator sinaliza o reconhecimento do Rio CVB como entidade representativa do setor turístico carioca. E o momento atual em que nos encontramos não é propício para a criação de novas taxas”.

Já o CCVB defende a regulamentação da contribuição e tem em Electrolux-Hoteis-02seu planejamento estratégico ações com este objetivo. “Conforme comentado anteriormente, na campanha prevemos ações que envolvam também atividades com o poder público para mobilização e conscientização da importância do turismo no desenvolvimento da cidade. A obrigatoriedade, no entanto, depende de um processo de amadurecimento e adequações da legislação brasileira. Hoje, a aplicação da Room Tax/Doação para o Turismo  é totalmente investida na promoção de Curitiba e Região e os resultados conquistados são mensuráveis para nossos associados e destino, o que certifica a sua importância e a necessidade de incremento”, declara Tatiana Turra.

A entidade é ainda mais direta no incentivo ao hóspede colaborar com a taxa: promove o Serviço Curitiba Leva & Traz gratuito, projeto de transporte dos hotéis afiliados ao Convention aos principais destinos da cidade, como bares e restaurantes, além de casas de shows e teatros afiliados ao projeto. O hóspede tem acesso sem custo a mapas e outros materiais contendo informações turísticas, benefícios que são garantidos através do pagamento da Room Tax.

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