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Contratos de timeshare são debatidos na 5ª edição do ADIT Juris em Fortaleza (CE)

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Maia Carolina Pinheiro, Diretora geral da RCI Brasil moderou o debate

A Diretora geral da RCI Brasil, Maria Carolina Pinheiro moderou um painel que terminou agora há pouco e que debateu as especificidades e cuidados na elaboração de contratos de timeshare e frações com o consumidor final. Esta palestra terminou a grade de programação do ADIT Juris, evento que teve início hoje no Centro de Convenções do hotel Gran Mareiro, que fica na praia do Futuro, em Fortaleza (CE), e que tem a Revista Hotéis como Media Partner.

Maria Carolina começou falando que o timeshare é um modelo de negócio imobiliário que foi criado para vender de forma mais rápida de produtos de luxo de forma fracionada. Quando chegou ao Brasil, foi adaptado e hoje não é produto de luxo e com uma penetração grande em várias classes sociais. “Diante das oportunidades mercadológicas, a RCI está com um crescimento muito grande e atualmente possui 185 empreendimentos administrados e 200% de crescimento de clientes de timeshare nos últimos anos. Temos um mercado muito grande para crescer no Brasil ainda”, ressaltou Maria Carolina.

Participou deste painel Cláudio Camozzi (Camozzi e Advogados Consultores Associados), Márcia Rezeke, (Rezeke e Azzi Advogados / SP), Campos Filho (Beach Park), e Darlene Braga (Comissão de direito imobiliário – OAB/CE).

A advogada Márcia Rezeke começou explicando que o direito de arrependimento do consumidor de devolver o produto que adquiriu em sete dias é para casos que ele compre sem ver o produto, como acontece nas compras on line. Como a venda do timeshare é agressiva e a pessoa que compra é envolvida de forma emocional, se estende também o direito de rescindir o contrato em até sete dias, conforme deliberação da Embratur. Isto é algo que o mercado aceita e se pratica”, revela Márcia.

Campos Filho disse que nas salas de vendas do Beach Park existe um advogado que acompanha as vendas e deixa seus clientes bem cientes do que está adquirindo. Com isto, o índice de distratos tem reduzidos gradativamente. “Estamos constantemente treinando e qualificando nossos profissionais de vendas para eles não tenham dúvidas na hora de apresentar o produto e o cliente saia da sala ciente que fez um bom investimento”, mencionou Campos Filho.

Vendedor profissional

O advogado Cláudio Camozzi destacou que o vendedor de timeshare é muito profissional e o modelo é muito consagrado em países como Estados Unidos, mas o brasileiro ainda não está acostumado com vendas agressivas. “Nos empreendimentos na qual presto consultoria, são feitos treinamentos constantes para que a venda seja feita por profissionais capacitados e com muita segurança para não deixar dúvidas ao comprador. Esta é a preocupação, pois o fato da venda ser feita de forma emocional, muitas vezes o consumidor utiliza isto para questionar no judiciário. O dano moral para uma pessoa jurídica é grande e o lucro cessante imensurável”, assegurou o advogado Cláudio.

Segundo ele, o contrato que envolve o timeshare é muito complexo e o departamento jurídico consegue identificar a raiz do problema. “Muitas reclamações se dão em razão do brasileiro não ter o hábito de programar a viagem e querer fazer a hospedagem num período que não pode e consta no contrato. Como o cliente não consegue ter sua solicitação atendida, procura levar vantagens indevidas, pois se sente super protegido, principalmente por ter as redes sociais como porta voz”, revela.

Para Darlene Braga um cliente insatisfeito com uma rescisão mal feita, é bem traumática, arranha a imagem da empresa e isto pode perdurar por anos numa rede social.

Márcia Rezeke vê com preocupação o fato de o consumidor colocar o que ele quer hoje no portal Reclame Aqui e nas mídias sociais e alguns casos de forma irresponsável. “Precisamos amadurecer a questão das responsabilidades para evitar aberrações que os consumidores postam nas redes sociais. Sabem que ficarão impunes e denigrem a imagem de muitas empresas sérias”.

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