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Conotel 2018: Mesa redonda debate influência da hotelaria na tomada de decisões

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Painel sobre influência da hotelaria na indústria foi abordado por Alexandre Gehlen (FOHB), Alexandre Sampaio (FBHA) e Alberto Cestrone (ABR)

Direto de Fortaleza (CE) – Em uma ‘mesa redonda’, o Conotel 2018 debateu na tarde de quinta-feira (17) o tema “Como tornar a indústria de hotéis do país influente no cenário de decisões” com a presença do Presidente do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), Alexandre Gehlen e o Presidente da ABR (Associação Brasileira de Resorts), Alberto Cestrone. O Presidente da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), Alexandre Sampaio foi o moderador da conversa.

Gehlen afirmou que a hotelaria está vivendo um momento de transição, apontando dois panoramas do segmento. “De um lado, há um fluxo gerado por dois grandes eventos e do outro uma superoferta. Neste cenário, o brasileiro não deixou de lado o lazer. Já em relação ao turismo corporativo, esperamos crescimento de dois dígitos”, considerando aumento de 10% no Revpar, segundo estudo recente do FOHB.

Alberto Cestrone, Presidente da ABR declarou ainda que, hoje, o setor vê aumento da diária média e diminuição da ocupação. “Antes, 9 anos atrás, tínhamos no mercado de resorts 42% de hóspedes estrangeiros. Hoje, só 9%. Tivemos queda muito grande de estrangeiros nesse período, mas em compensação, os brasileiros passaram a ver que nossos resorts não perdem em nada para outros do mundo. Ao mesmo tempo, apoio que todas as plataformas digitais de hospedagem tenham paridade de condições, para que não se torne em concorrência desleal”, acrescentou Cestrone.

Alexandre Sampaio questionou os participantes se apenas o visto eletrônico para os turistas de alguns países, regulamentação de condições e medidas já tomadas são suficientes para ajustar este ambiente complexo para os estrangeiros investirem no País. Ele mencinou também a regulamentação dos condo-hotéis e o que falta para que sejam alvancados e tenham o olhar dos investidores.

Para Gehlen, é preciso buscar segurança jurídica. “A iniciativa privada está fazendo sua parte, mas as lideranças públicas também precisam. Nosso desafio é ajudar e participar das soluções, pois elas só vão chegar quando fizermos a nossa lição de casa”, completou.

Já Cestrone acredita que custo Brasil precisa diminuir. “Há interpretações erradas da lei. O trabalho intermitente, por exemplo, vive situações diferentes em diferentes regiões do Brasil. Essa nova lei vai levar um tempo para trazer os resultados positivos que esperamos. Precisamos de incentivos e investimentos. Se uma empresa estrangeira estudar o custo Brasil, ficará assustada. Precisamos combater isso”, disparou o executivo.

“Por que mais hoteleiros não se candidataram para cargos legislativos?”, questionou o moderador Alexandre Sampaio, mencionando a recente candidatura de executivos do trade como Bruno Omori para deputado estadual. Gehlen respondeu: “Faço mea culpa, acho que esta é uma reflexão que todos temos que fazer. Tive algumas oportunidades, mas não consegui conciliar agendas. Volto esta pergunta para você, mas concordo que este é um caminho”, comentou.

Cestrone afirmou que existe dificuldade de gerir o próprio negócio, e conciliar isso a agenda política é muito complicado. “Muitos pensam que não terão mais tempo para seus negócios pessoais, e nem chegam a levar essa ideia em frente. Mas é importante que haja envolvimento dessa classe. Acredito que o melhor candidato é que nos dê garantia de estar trabalhando para todos. Com um sistema tão diversificado como o Brasil, precisamos de pessoas que tenham apoio e força para fazer as mudanças”, concluiu.