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Climatização pode ser determinante para permanência do hóspede no hotel

Item obrigatório em ambientes fechados, o ar condicionado influencia em toda experiência do hóspede e deve ser tratado como prioridade desde sua concepção até periodicidade de manutenção

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Um bom equipamento e projeto de ar condicionado fazem toda diferença na experiência de hospedagem - Crédito da foto para FreeImages/Kerem Yucel

Imagine um consultório médico, um Shopping Center ou um escritório localizado em um prédio comercial de qualquer grande cidade sem ar condicionado. Todos, ambientes impossibilitados de abrirem suas janelas por causa do alto nível de poluição, ruídos e altas temperaturas externas. Agora pense em um hotel, lugar que deve oferecer conforto e sensação de estar em casa: como seria sem climatização? Graças ao invento do engenheiro norte-americano Willis Carrier em 1902, todos podem desfrutar de um ambiente mais agradável quando inseridos em um local fechado.

Sistemas de climatização são vitais para a sobrevivência dos seres humanos, para usos que vão desde a fabricação e conservação de remédios, alimentos, hospitais, datacenters, indústrias, aeroportos, entre tantos outros tipos de ambientes de circulação da massa humana. Cada ser humano respira cerca de 450 litros de ar por hora, 10 mil litros por dia. E com tanta importância e participação na vida do homem, o cuidado com a escolha do melhor projeto, sistema e instalação de ar condicionado dentro do hotel deve ser minucioso.

A relação do consumo de energia elétrica e um sistema de ar condicionado é relativa, e o uso correto do equipamento está diretamente ligado ao crescimento da economia e a qualidade de vida. Para a Abrava – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, um sistema de ar condicionado bem projetado e dimensionado, corretamente instalado, com a operação e manutenção realizada periodicamente, significa um ambiente climatizado com controle de temperatura, umidade, filtragem, renovação de ar, controle da velocidade e distribuição uniforme do ar no ambiente – principais parâmetros a serem observados para o desenvolvimento do projeto de climatização ideal.

Estes fatores são responsáveis por aumentar a produtividade, purificar o ar respirado, apresentar sensação de bem estar, e propiciar melhores condições de trabalho, configurando uma melhor qualidade de vida a quem está no local, além de um ambiente silencioso e sem ruídos externos. Outro item não menos importante é a manutenção e o momento correto de modernização de sistemas obsoletos. Para se ter uma ideia, 85% do dia de seres humanos são passados em ambientes fechados, onde circula um ar que pode ser 10 vezes mais poluído do que em ambientes externos, de acordo com a associação do setor. Com tantos motivos para se investir em um sistema de ar condicionado de qualidade, muitos hotéis insistem em “esquecer” de seus aparelhos de climatização ou apostam em soluções baratas, submetendo seus hóspedes e próprios funcionários a riscos de saúde que podem ser evitados. Riscos que podem causar a queda de seu próprio negócio.

Um filtro sujo pode custar a saúde do hóspede e dos funcionários: um risco impensável, mas que pode ser evitado - Crédito da foto para Jason Krieger
Um filtro sujo pode custar a saúde do hóspede e dos funcionários: um risco impensável, mas que pode ser evitado – Crédito da foto para Jason Krieger

Passo a passo do projeto

A primeira observação do projetista de ar condicionado é a necessidade do empreendimento, e o tipo de serviço ou atividade que recebe em seu prédio. É o que explica o engenheiro mecânico Eduardo Bonani, que desenvolve projetos de refrigeração de ar e climatização de ambientes há mais de 20 anos. Segundo ele, depois dos cinco parâmetros a serem analisados (temperatura, tipo de filtragem, tipo de condição sonora, pressão do ambiente e umidade relativa), outros dois pontos importantes para um bom resultado é a instalação perfeita e a manutenção bem feita.  “Não adianta fazer uma manutenção bem feita e for mal instalado; ou fazer uma instalação bem feita e não cuidar depois. Outros fatores como consumo energia e água, também são importantes. Com estes parâmetros, vejo qual deles devo controlar de acordo com o tipo de estabelecimento e escolho o tipo de equipamento mais adequado. No hotel, basicamente, você vai controlar a temperatura, filtragem e a umidade relativa, que é quase uma consequência desse controle. A umidade considerada padrão vai estar próximo de 50%”, explica o engenheiro.

Segundo Bonani, o ideal é unir o projeto do ar condicionado aos projetos civil e arquitetônico do empreendimento, ou seja, o investidor e hoteleiro devem pensar na climatização antes mesmo de implantar o prédio. “Para se ter uma ideia, o ar condicionado representa cerca de  40% do consumo de energia do prédio. Vamos pegar um prédio normal, como a maioria dos hotéis: além desse consumo de energia muito alto, o custo da instalação é muito alta também, deve representar em torno de 30% do custo total do prédio. Então, se o prédio custar R$ 10 milhões, alguma coisa dentro de R$ 2 ou R$ 3 milhões vão para o ar condicionado, um valor muito pesado. A tendência hoje é tentar reduzir o consumo de energia e ainda manter a eficácia e eficiência do equipamento, pra deixar todo equipamento na melhor condição possível com menor consumo de energia”, afirma.

No Brasil, existem referências para sistemas de ar-condicionado, como a Norma ABNT NBR 16401 que estabelece parâmetros de projeto, conforto e qualidade do ar, em aplicações comerciais em geral; a Portaria 3.523/98 que estabelece o PMOC – Plano de Manutenção, Operação e Controle de sistemas de ar condicionado; a Resolução Anvisa RE-09 que estabelece os níveis de tolerância para diversos contaminantes do ar; entre outras específicas. O descumprimento dos parâmetros exigidos expõe o responsável pelo ambiente a sanções de caráter administrativo, civil e penal.

Há duas opções de instalação de ar condicionado: a central e unitária. A primeira é voltada para empreendimentos de grande porte, é mais econômica em questão de consumo de energia e tem maior vida útil, chegando a 20 anos de uso com manutenção adequada. A instalação central é inserida em uma área técnica que não utilizará espaço nobre do empreendimento, como um espaço de uma loja de departamentos que seria destinada a vendas ou um quarto que poderia ser comercializado, no caso de um hotel. A instalação central diferencia-se da instalação unitária (menor) porque o seu gerador de frio é feito em um local só. Depois, esse frio é distribuído em todos os locais: nos quartos, restaurante, cozinha – se necessário – e lá encontram-se os pontos terminais do ar condicionado, que seriam ou eventualmente uma máquina de ar condicionado ou mesmo só a boca de ar, os difusores e etc.

“A manutenção da instalação central é mais localizada, então quando for realizada, não precisa ficar entrando no quarto da pessoa ou dentro do restaurante do hotel; é um ponto central, que fica fora destes locais, como uma área técnica, e lá é feita toda a manutenção – rotineira, corretiva e preventiva. Se você acabar o prédio para depois fazer o ar condicionado, você vai estar remediando algo que deveria ter sido feito lá atrás. Uma instalação de ar condicionado tem um impacto muito grande na estrutura do prédio, desde o tamanho dos locais que você vai ter que colocar os equipamentos que são grandes, as redes de dutos que são grandes, e ficam correndo pelos ambientes para distribuir o ar; até a estética, porque tem as bocas de ar. Então, tudo isso você consegue fazer no projeto inicial junto com a arquitetura. Caso contrário, não vai ficar esteticamente melhor para o arquiteto, não vai ser o melhor em relação ao consumo de energia e não vai ter o prédio com a melhor ocupação. O ar condicionado, em via de regra, tira uma área nobre do prédio e você consegue minimizar isso quando você tem o projeto desde o começo. Então, você começa a pensar em shafts, que são as aberturas para passagem dos dutos, as aberturas corretas para passagem dos tubos de água, o espaço correto para por os equipamentos, entre outros. O ideal é a compatibilização dos projetos, que inclusive é uma disciplina que você deve ter, fazendo com que essas áreas andem juntas sem trombar e sempre disputando o mesmo espaço”, descreve Eduardo Bonani.

 Eduardo Bonani – “A tendência hoje é tentar reduzir o consumo de energia e ainda manter a eficácia e eficiência do equipamento” - Crédito da foto para Raiza Santos
Eduardo Bonani – “A tendência hoje é tentar reduzir o consumo de energia e ainda manter a eficácia e eficiência do equipamento” – Crédito da foto para Raiza Santos

A instalação unitária é mais simples, e utiliza o split dentro do ambiente. São indicadas para  empreendimentos de porte menor, como pousadas e hotéis boutique ou individualizados no quarto do hotel, e tem menor vida útil, mesmo sendo menos usado que o de instalação central. “Uma pousada que tem vários chalezinhos, por exemplo, pode-se usar o split que é mais barato, pelo próprio tipo de construção civil, que é mais espalhado. Como são geralmente de uso não tão contínuo como em um prédio de hotel de grande porte, por exemplo, que fica 24h por dia todo fechado, a pessoa pode deixar a porta aberta, a janela aberta, e o consumo não é tão grande. Mesmo ele tendo uma vida útil não tão extensa como a de outro equipamento, ele consegue ter uma vida prolongada porque a utilização dele é menor. Às vezes, o proprietário desses hotéis menores não tem capital para investir tudo de uma vez, então, ele põe em cinco chalés, depois põe em mais dois e assim por diante; enquanto no central, ele tem que fazer tudo de uma vez. Tudo depende do tamanho do empreendimento que tem que ser analisado, além da localização, a condição do cliente e se ele está disponível para fazer tudo de uma vez”, pontua o engenheiro.

Impacto na experiência

A climatização de todo meio de hospedagem é de suma importância para a satisfação do hóspede, o que vai de encontro direto ao que é qualidade, uma vez que ela é subjetiva e deve atender as necessidades individuais do usuário. É o que analisa o consultor hoteleiro Mario Cezar Nogales, que acredita que o que pode ser bom para um hóspede pode não ser para outro. Por este motivo, meios de hospedagem devem ter não apenas um sistema de climatização, mas uma variedade de sistemas que possam ir de encontro às diferentes necessidades dos hóspedes para garantir a satisfação de todos, como condicionadores de ar, ventiladores, umidificadores, desumidificadores, eliminadores de ácaros e fungos, etc.

Para Nogales, a preocupação do investidor/implantador a instalar um sistema de ar-condicionado, já que se trata de investimento no ativo da empresa são as seguintes:

1)  Tecnologia existente com relação a consumo energético;

2)  Custo de manutenção e planejamento de manutenção periódica;

3)  Análise da proliferação bacteriológica e ácaros;

4)  Prazo de reposição do equipamento ou seja a depreciação do mesmo e seu planejamento para substituição;

5)  Capacidade real do equipamento para área destinada;

6)  Decibéis e ruídos que o equipamento apresentará.

Independente da marca do equipamento, o principal é de que ele faça a ambientação necessária de acordo com a qualidade que o cliente exige sem que o ruído atrapalhe. “O principal pecado que pode ser cometido pelo empreendedor é a escolha baseada no preço do equipamento, o que muitas vezes acarreta a compra de gato por lebre. Conheço um case de implantação de Ar-Condicionado Central envolvendo redução de custo de obra, onde a instalação foi realizada em um edifício e alguns meses depois da inauguração do hotel, nas UHs localizadas em um setor (tipo quartos finais 3, 4 e 5) a canaleta de distribuição de ar condicionado central que transportava água fria pelos dutos estava mal instalada e se localizava exatamente acima do guarda roupas. O que ocorreu foi que estas canaletas deixavam vazar água e em vários quartos “chovia” no guarda roupa, obrigando o hotel interditar pelo menos 30% de suas unidades habitacionais para manutenção por um período de quatro meses”, conta o consultor.

Para Nogales, o grande problema da hotelaria nacional, ainda nos dia de hoje, está baseada na implantação hoteleira a partir do design arquitetônico. “Por incrível que pareça, o custo de operações dos diferentes hotéis se baseiam exatamente na estrutura construída e como a maioria dos escritórios de arquitetura e engenharia desconhecem as nuances hoteleiras pecam muito, e quando o hoteleiro se dá conta, por causa de sua estrutura, seu custo de operações é mais alto do que se imaginava. Sistemas ambientadores são um exemplo disto, e isto se dá por conta da velha e conhecida frase “está caro”, sem de fato analisar o que realmente é necessário”, alerta o consultor.

Mario Cezar Nogales – “O principal pecado que pode ser cometido pelo empreendedor é a escolha baseada no preço do equipamento, o que muitas vezes acarreta a compra de gato por lebre”
Mario Cezar Nogales – “O principal pecado que pode ser cometido pelo empreendedor é a escolha baseada no preço do equipamento, o que muitas vezes acarreta a compra de gato por lebre”

Saúde e temperatura ideal

O ar climatizado pode oferecer muito conforto, mas é preciso tomar alguns cuidados para minimizar seus efeitos nocivos à saúde. Com as temperaturas elevadas, é quase impossível ficar sem ar condicionado, principalmente dentro de um quarto de hotel. Com isso, o hóspede fica sob exposição contínua, apesar de aparentemente agradável – o que pode ser bastante prejudicial à saúde, especialmente para pessoas portadoras de alergias respiratórias. Por isso, é importante o hoteleiro ou responsável pela manutenção do hotel estar atento à preservação de filtros de ar, responsáveis pela passagem do vento que pode conter diversas bactérias.

A mucosa nasal é revestida por cílios que têm a função de evitar que vírus e bactérias entrem no organismo. O contato com o ar frio e seco compromete esta defesa, aumentando as chances de infecção. Sintomas como desconforto ao respirar, tosse, garganta seca e irritação no nariz e olhos indicam o impacto negativo do ar refrigerado. O efeito pode ser ainda pior em pessoas portadoras de doenças respiratórias crônicas – como rinite alérgica, asma e enfisema pulmonar.

De acordo com Humberto Bogossian, médico pneumologista no Hospital Israelita Albert Einstein, o principal problema que o ar condicionado pode ocasionar à saúde é a soltura de fungos no ar através da umidade. “O equipamento possui um mecanismo que pega o ar que está em um determinado ambiente, e passa por dentro do aparelho por filtros, e a partir desse momento ele resfria esse ar. No processo de resfriar o ar, ele fica mais úmido e todo aquele ambiente que esse ar mais frio e úmido vai passar, ele pode acumular umidade e pode favorecer o crescimento de algumas bactérias e fungos. Então, o grande problema do ar condicionado com a manutenção mal feita ou sem higienização é transmitir bactérias e fungos que estão paradas nesse sistema. Então sabemos de casos de algumas bactérias, que podem se desenvolver nesse sistema mais úmido, e fungos que podem levar a infecções respiratórias, que pode ser uma mais simples ou até quadros de pneumonia”, explica o especialista.

Para resfriar, o ar condicionado tira um pouco da umidade do ar, que sai no ambiente mais seco. Por isso, quando se trabalha muito no ar condicionado, ou fica exposto por muito tempo em um ambiente climatizado, no final do dia a pessoa tem um incômodo na garganta e pode ficar com rouquidão. Bogossian fala ainda que, para quem tem doenças respiratórias, por exemplo, do mesmo jeito que seca a boca, garganta e nariz, secam também brônquios e traquéia e então, o cuidado deve ser maior. Na hora que a pessoa tem o sistema respiratório um pouco mais seco, a película de água que tem neste sistema — uma umidade na mucosa do trato respiratório que o protege para não deixar bactérias e fungos entrarem — é comprometida. “Quando você seca muito isso, o ar passa com um pouquinho mais de atrito e em paralelo a isso, a mucosa seca fica mais sensível, mais friável, e às vezes fica mais permeável à penetração de bactérias e fungos que tem no trato respiratório normalmente. Então, para algumas pessoas, isso pode ser um mecanismo que pode desencadear infecção respiratória”, afirma o pneumologista.

Outro aspecto a se tomar cuidado, segundo o médico, é o contraste de temperatura, entre muito quente e muito frio. Em algumas pessoas asmáticas, isso pode acarretar uma crise de asma, e pessoas com rinite podem ter seu quadro de saúde piorados pela exposição ao ar condicionado mal regulado. “Isso depende de paciente para paciente, sendo uma questão de suscetibilidade. Não é todo paciente asmático e com bronquite crônica que vai ter isso. E pelo fato do ar condicionado ser uma necessidade, os problemas só ocorrem em casos de manutenção mal feita do equipamento – o que não é muito comum”, comenta o médico.

A temperatura ideal também depende de pessoa para pessoa, mas a indicada é uma média de 21 a 23 graus Celsius, considerada confortável em locais públicos, conforme conclusão do corpo clínico do laboratório Alta Excelência Diagnóstica. Uma das formas mais simples e eficazes de minimizar os efeitos nocivos dos refrigeradores de ar é utilizar soluções para umidificar as vias respiratórias e se hidratar com frequência. A hidratação, aliás, é fundamental ao se exercitar em ambientes climatizados, pois a baixa temperatura pode dar a falsa impressão de conforto e disfarçar uma possível desidratação. A limpeza do equipamento também é fundamental, pois o filtro acumula impurezas com o passar do tempo, promovendo uma maior circulação de bactérias, ácaros e fungos no ambiente. A troca do filtro deve ser feita pelo menos uma vez por ano e os dutos devem ser higienizados a cada seis meses.

Um ar condicionado mal regulado ou com filtros sujos podem trazer problemas à saude que vão desde resfriados até pneumonia - Crédito da foto para Sebastian Smit
Um ar condicionado mal regulado ou com filtros sujos podem trazer problemas à saude que vão desde resfriados até pneumonia – Crédito da foto para Sebastian Smit

Meio Ambiente

Por razões de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, e também pela escalada dos custos com energia elétrica nos últimos quinze anos, o setor de ar-condicionado industrial, comercial e residencial empreendeu inúmeros esforços para desenvolvimento e modernização tecnológica,  desta forma contribuindo com a matriz energética do país. As tecnologias disponíveis na fabricação e aplicação de equipamentos, submetidos a controles e automação adequada,  em especial nos projetos que contemplam soluções de engenharia personalizadas as necessidades do ambiente, permitem construir edificações que consomem menos da metade de energia normalmente requerida no passado. Estes fatores aumentam a vida útil dos equipamentos e sistemas que conseguem operar com índices mais elevados de rendimento e performance.

Os itens tecnologia e eficiência energética se mantêm na pauta dos fabricantes de  equipamentos e  empresas de engenharia, que vêm ano a ano investindo em novas tecnologias,  novas formas de projetar instalações,  sistemas de automação e controle, métodos de operação e manutenção mais eficientes que demandam menores índices de consumo de energia. Pode-se observar que nas últimas duas décadas a eficiência média dos sistemas de ar-condicionado e equipamentos dobrou, o que significa dizer que, em geral um equipamento de ar-condicionado gasta menos da metade do consumo de energia de 20 anos atrás. Vale ressaltar que o Retrofit de equipamentos e sistemas obsoletos pode gerar uma média de 40% do economia de energia,  após o processo de revitalização do sistema de climatização.

De acordo com o engenheiro Eduardo Bonani, até 20 anos atrás, um dos principais produtos que refrigerava o ar era o CFC, à base de cloro. Depois, se descobriu que esse gás atacava a camada de ozônio, que está ligada com a incidência dos raios ultravioletas. Então, quando descobriram que o CFC atacava, a indústria começou a substituir esse produto. “Agora, o produto que estão utilizando não chega a ser 100% livre de atacar a camada de ozônio, mas ele é muito melhor que o CFC. Inclusive ele tem sido trocado aos poucos, porque você não pode tirar de repente um gás que está aí há quase 100 anos, com um monte de máquinas funcionando com ele. Então, foi prolongado o uso desse gás e vai ser permitido até, no máximo, 2020. Aí você não pode mais usá-lo. Por enquanto, o vão retirando aos poucos pras empresas e indústria irem se adaptando, se não você mexe na economia de uma maneira muito forte. Agora ele foi substituído por outros produtos, gases refrigerantes que não têm mais o cloro como componente. São vários tipos, porque várias empresas desenvolveram, como o 147”, conta Bonani.

O gás CFC, à base de cloro, está sendo substituído aos poucos por gases refrigerantes que atacam menos o meio ambiente - Crédito da foto para Raiza Santos
O gás CFC, à base de cloro, está sendo substituído aos poucos por gases refrigerantes que atacam menos o meio ambiente – Crédito da foto para Raiza Santos

Solução Verde

Com projetos de climatização especial ou conforto, ventilação e exaustão mecânica, a Green Solutions desenvolve pressurização de escadas e extração de fumaça, alinhando tecnologias de ponta às expectativas e necessidades do cliente, sem perder de foco a preocupação com o meio ambiente e as exigências do Protocolo de Montreal. Através da aplicação de conhecimento técnico, junto à ética e boa prática da engenharia, a empresa projeta soluções sustentáveis, buscando o melhor custo x benefício em relação à implantação, operação, manutenção, monitoramento e controle dos sistemas, viabilizando o empreendimento através de soluções sustentáveis e com grande tecnologia agregada. A Green Solutions recebeu o selo GBC, conferido pela Green Building Council Brasil às empresas alinhadas com produtos, serviços e soluções ecologicamente corretos, para desenvolvimento de empreendimentos de construções sustentáveis.

A experiência em projetos de climatização e ventilação, e as parcerias com fabricantes nacionais e internacionais com forte presença no setor, tornam a Green Solutions uma alternativa confiável para os mais diversos empreendimentos: hospitalares, industriais, hoteleiros, comerciais, residenciais; através de sistemas de Água Gelada, ou de VRF, para condições de conforto ou especiais. Dentre as tecnologias disponíveis no mercado para hotéis destacam-se Água Gelada, VRF e Splits. Cada empreendimento exige uma solução dedicada, por esta razão, adotar uma das soluções acima vai muito além da engenharia de acordo com a administração da empresa. É essencial entender o perfil do empreendimento através de uma análise criteriosa (em relação ao padrão, localização e disponibilidade de mão de obra), e as expectativas do cliente (quanto aos custos de implantação, operação e manutenção), agregando-as ao conhecimento técnico. O sucesso do projeto de climatização está em alinhar estas análises às Normas e Legislações de Conforto Térmico e Qualidade do Ar Interior.

A temperatura ideal para um ambiente varia de 21 a 24 ºC - Crédito da foto para Yaroslav B
A temperatura ideal para um ambiente varia de 21 a 24 ºC – Crédito da foto para Yaroslav B

Sob medida

Ao analisar as características apreciadas pelos hóspedes e as características pretendidas pelos turistas no geral, um bom aparelho de ar condicionado Midea Carrier em um hotel pode adequar o seu produto a diversos clientes. Assim, as ferramentas corretas de conforto, permitem ao hotel alargar o seu número de clientes e de potenciais clientes, tornando o produto hoteleiro cada vez mais internacional, todavia mais específico para cada cliente. A empresa Jetfrio, voltada ao ramo de condicionadores de ar em parceria com a Totaline, oferece equipamentos e serviços de alta qualidade. A Jetfrio conta com um departamento para desenvolver projetos e cálculos para câmaras frigorificas, salas climatizadas e túneis de congelamento, além de uma infraestrutura para proporcionar um selecionamento com alta performance.

Com um portifólio incluindo fluidos refrigerantes, unidades condensadoras e evaporadoras e mais de cinco mil itens, somado ao apoio de grandes marcas do setor,  a Jetfrio sentiu a necessidade de expansão. Em parceria com a Totaline inaugurou a Jetline, empresa direcionada à venda e instalação completa de condicionadores de ar. A empresa também acaba de inaugurar a JetService, uma divisão que vai se posicionar na retífica de compressores. Neste serviço, a JetService faz uma avaliação do equipamento, a desmontagem total, executa a retífica de compressores, troca de componentes por novos e finaliza com a pintura padrão de cada marca, mantendo a característica e originalidade do equipamento.

A empresa Jetfrio criou o JetService, que avalia equipamentos e faz, se necessário, desmontagem, troca de componentes e finalização com pintura
A empresa Jetfrio criou o JetService, que avalia equipamentos e faz, se necessário, desmontagem, troca de componentes e finalização com pintura
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