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Cezar Taurion palestrou na Conferência Regional das Américas Crowe Horwath

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Cezar Taurion: "as mudanças tecnológicas acontecem de forma rápida e as empresas devem estar preparadas"

O CEO da Litteris Consulting, profissional e estudioso de tecnologia da informação, Cezar Taurion, proferiu agora a pouco uma palestra na Conferência Regional das Américas da Crowe Horwath. A empresa é um dos grandes players mundial em consultoria e auditoria e realiza sua conferência até amanhã no hotel Renaissance São Paulo reunindo executivos de várias partes do mundo. Taurion também gerencia a operação da Kick Ventures, organização criada para conectar startups com o mercado a partir da busca de investidores anjo e parcerias de inovação corporativa. Com essa grande bagagem de conhecimento da tecnologia da informação, ele começou sua palestra destacando que a sociedade digital já é uma realidade e apresentou dados. “Em apenas um único minuto são geradas 16 milhões de mensagens, 900 mil logins são feitos no Facebook, 3,5 milhões de buscas no Google, 70 mil horas assistidas de Netflix, 4,1 milhões de vídeos são exibidos no You Tube, 342 mil downlooded de apps, 452 mil twitters são enviados, 156 milhões de emails enviados, 120 contas são criadas no linkedin e 1,8 milhão de snaps são criados. Isso apenas nas redes sociais. E grande parte dessa revolução surgiu em 2007 quando do lançamento do smartphone que mudou o mundo dos negócios e que no ano seguinte a Apple lançou a Apple Story. Hoje essa receita gerada nesse segmento da Apple é maior que toda a receita global da indústria cinematográfica de Hollywood. Os tempos estão acelerados e todos devem estar atentos a essas mudanças”, alertou Taurion.

Volume de informações que acontecem em apenas um único minuto

É preciso acompanhar as mudanças

Mas segundo ele, muitas empresas ainda não perceberam essa mudança que são radicais e que vão impactar nos negócios estabelecidos e ele citou o exemplo do UBER e Airbnb. A transformação da indústria aeroespacial também foi mencionada. “Antigamente se desperdiçava uma soma grande de valores no lançamento de um foguete que se desintegrava na órbita da terra. Hoje a tecnologia evoluiu e o foguete lançado é reutilizado, o que reduz o custo em mais de dez vezes a operação, como faz a Spacex. E ela não trabalha somente nesse segmento, pois pretende em breve colocar em órbita um satélite com grande capacidade para prover internet de alta velocidade com elevada cobertura e preços muitos reduzidos. Isso vai abalar ainda mais as indústrias das telecomunicações que amargaram perdas de receitas equivalente a US$380 bilhões nos últimos anos. Isso se deu em razão das inovações surgidas, como o Skyper e o WhatsApp, empresas essas que não atuavam no segmento de telecomunicações. Com isso, podemos concluir que os concorrentes estão vindo de fora. As empresas que nasceram no mundo digital tem percepção das mudanças muito mais rápidas que as tradicionais que precisam se adaptar as mudanças repentinas se quiserem continuar no negócio”, lembrou Taurion.

No centro da foto, Osvaldo Chudnobsky da Crowe Horwarth Brasil ladeado a sua direita pelo Conultor Caio Calfat e pelo Diretor de desenvolvimento da rede IHG na América do Sul, Ricardo Manarini

E ele destacou que essas mudanças acontecem em todos os segmentos e citou as transformações que a tecnologia está fazendo na medicina, como impressão em 3 D de órgãos humanos. “E isso não é algo fantasioso, pois já se imprimiu vértebras e um fígado em 3 D foi implantado num porco que sobreviveu muito tempo. A sociedade deixou de ser eletrificada e agora é digitalizada, mas muitas pessoas ainda agem de forma linear e ficam sem percepção a nova realidade que está acontecendo. Não é uma questão se a tecnologia vai acontecer, mas sim de quando vai acontecer. Processos de mudanças significativas aconteceram de forma rápida e quebraram paradigmas da sociedade industrial que possui dificuldade em aceitar, são inertes a uma reação rápida com o preceito de não pode errar. Isso inibe a experimentação, o conhecimento não flui e a inovação fica de lado. A Netflix surgiu em 2004 e acabou com o império de locação de filmes da Blockbuster em apenas seis anos. A sociedade deixou de ser eletrificada e foi isso que vitimou grandes empresas de atuação global como a Black Berry, a Nokia e a Kodak. Essas empresas não acompanharam as mudanças tecnológicas e hoje lutam para se manter competitivas no mercado”, lembra o palestrante.

A revolução digital já causa um grande impacto nos métodos e processos produtivos

E ficar parado como verdadeiros alvos para Taurion é onde se agravam os problemas nas empresas, pois as mudanças são muito complexas e acontecem num ambiente ambíguo. “Ficar parado num cenário confuso é preocupante. Não sabemos bem para onde estamos indo, mas temos que ir, pois senão, começamos a sofrer as conseqüências. O tempo médio das empresas baixou de 67 anos em 1920 para 15 anos atualmente. A nova sociedade faz surgir empresas como a Amazon que nasceu com a internet e hoje vale US$ 427 bilhões e fatura mais do que toda a cadeia de supermercado norte americana reunida. As disrupções ocorrem nas interseções das tecnologias e isso tem de estar bem claro a todos”, disse Taurion.

A mãe das tecnologias

E ele adiantou que a considerada mãe das tecnologias ainda está engatinhando, mas tomando formas e proporções gigantescas e se referiu a inteligência artificial. “Ela já começa a fazer parte da vida de todos, por isso faz os processo fabris serem revistos, assim como  métodos de trabalhos. E o mais importantes são os dados gerados e que necessitam ser armazenados. O volume de informações gerado é gigantesco, pois são criados diariamente 2,5 quintilhões de bites que o big data tem de coletar, armazenar, analisar e transforma dados em fatos. Isso é tanto que 90% do total de dados do mundo foi gerado nos últimos dois anos. Hoje temos no nosso bolso um smartphone que é duas vezes mais potente que um mega computador de 30 anos atrás. Precisamos de uma espécie de velocímetro para medir a rapidez da evolução da inteligência artificial que cada vez se multiplica. Hoje já existe veículo sem motorista, o veículo elétrico conquista espaço e com isso lança novos players no mercado como a Google e Apple. As montadoras serão prestadores de serviços com os veículos. Não terá diferença entre um fabricante e uma empresa que aluga. As fronteiras entre as montadas e as locadoras desaparecem. E tudo isso está acontecendo em razão da inteligência artificial”, revelou.

A Netflix foi uma das grandes empresas que surgiram na era digital

Os algorítimos também foram lembrados nessa palestra e segundo Taurion, eles são capazes de analisar contratos jurídico em apenas 26 segundos e com 95% de acertos, contra 85% de acerto dos advogados que utilizam duas horas de trabalho. Os algorítimos também conseguem fazer diagnósticos médicos rápidos e precisos, assim como escrever textos jornalísticos, por isso deve ser repensada a formação acadêmica.  E com isso entra num terreno minado do futuro das profissões e grande parte delas podem desaparecer. Se analisar em pequenas tarefas, várias delas podem ser substituídas por robôs. Atividades com processos de repetição têm tendência maior ser substituída. As coisas sempre foram dinâmicas ou que mudou foi a velocidade que elas acontecem. A inteligência artificial já está afetando toda a indústria e com isso está criando quatro grupos distintos de empresas: as pioneiras, investigadoras, experimentadoras e as passivas. A inteligência artificial é uma grande revolução no mercado, assim como aconteceu com o surgimento da internet a 20 anos atrás. Hoje o que é uma tendência, como o Facebook que conta com mais de dois milhões de usuários, pode  não ser em breve. A competição é grande, pois o mundo está em constante transformação. Se uma empresa faz a mesma coisa que há dez anos atrás, é necessário haver uma disruptura para acompanhar as transformações”, concluiu sua palestra o Consultor Cezar Taurion sob forte aplauso do público presente.

Da esquerda a direita da foto, Osvaldo Chudnobsky da Crowe Horwarth Brasil com seu colega argentino, Eduardo Pestarino

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