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CEO da Vert Hotéis se posiciona contra regulamentação do room tax

CEO da Vert Hotéis participou do VIII Congresso Brasileiro de Conventions

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Na foto, o presidente do Convention de Belo Horizonte, Anderson Rocha, a CEO da Vert Hotéis, Érica Drumond e o presidente da Confederação Brasileira de Conventions & Visitors Bureau, Márcio Santiago de Oliveira - Divulgação

A CEO da Vert Hotéis e ex-secretária de Turismo de Minas Gerais, Érica Drumond participou do VII Congresso Brasileiro de Conventions & Visitors Bureaux encerrado na última quarta-feira, em Belo Horizonte (MG). A executiva foi uma das palestrantes do encontro e falou sobre room tax, que em sua visão, trata-se de uma cobrança necessária para o setor, mas não ao ponto de se tornar uma lei.

Com o tema “Fonte de Recursos para a promoção do desenvolvimento do destino”, Érica citou em sua palestra a cobrança da taxa como uma das estratégias para arrecadar recursos, sendo fundamental o envolvimento direto dos recepcionistas para o seu sucesso. “Estamos falando em visitar todos os hotéis e explicar aos recepcionistas a importância desta taxa para o setor e sua utilização. Eles são nossos porta vozes”, declara.

A empresária ainda lembrou que há 10 anos o hotel Ouro Minas chegou a arrecadar cerca de R$14 mil com a taxa e que hoje este valor não ultrapassa R$900. Sobre a questão de transformar a taxa em lei, Erica alertou que uma vez transformada em lei, a taxa pode se tornar um novo imposto a ser pago pelo segmento. “Não queremos mais obrigações fiscais. O importante é trabalhar para que os hotéis não deixem de receber esta taxa que é facultativa”, alertou.

Entre outras estratégias apresentadas pela empresária como fonte de recursos para a promoção do desenvolvimento do destino, está a atuação e o fortalecimento do Convention Bureau que ao ter o seu importante papel reconhecido conseguirá mais associados, uma maior arrecadação do room tax e de recursos para continuar cumprindo seu papel. “O Convention precisa trabalhar em prol da captação de eventos e na melhoria da imagem da cidade; visando a expansão quantitativa dos fluxos turísticos; a melhoria do perfil de renda e de dispêndio dos turistas; e a elevação das taxas de ocupação dos meios de hospedagem”, destacou.

Sobre a baixa taxa de ocupação em muitas cidades brasileiras, devido à crise e também a super oferta de leitos, a empresária alertou para o fato de que abaixar o valor das tarifas hoteleiras não irá contribuir para o aumento do desembarque dos passageiros nos aeroportos e que a união dos hoteleiros neste momento é fundamental.

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