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Capitais de Minas Gerais é tema de palestra no Encontro Hoteleiro

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Direto de Ouro Preto – Mauro Werkema, Presidente da Belotur, terminou agora à pouco uma palestra no Centro de Artes e Convenções da UFOP — Universidade Federal de Ouro Preto sobre as três capitais de Minas – Mariana, Ouro Preto e Belo Horizonte. Esta palestra iniciou o segundo dia do 10º Encontro da Hotelaria e Gastronomia Mineira que é promovido pela FBHA — Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação e que tem a Revista Hotéis como Midia Oficial. Werkema começou sua palestra lembrando que a fundação de Minas Gerais surgiu em 1674 pela expedição de Fernão Dias Paes que começou a explorar a região e fazer os primeiros núcleos históricos, como Sabará e Serro. Segundo ele, estudos apontam que estes núcleos em Minas Gerais, como a Vila Rica, hoje Ouro Preto, foram a terceira onda civilizatória das Américas, sendo a primeira a cidade do México e Lima no Peru a segunda.  “Isto demonstra a importância que Ouro Preto tem no marco civilizatório nas Américas e que hoje virou um patrimônio histórico da humanidade, bastante preservada de uma cultura autenticamente brasileira e com um forte sentimento de liberdade”, revela Werkema.         

 

A viagem de Mário de Andrade e dos modernistas a Ouro Preto, em 1924, na visão de Werkama foi um grande incentivador para revelar a cultura e a obra de Aleijadinho e com isto, começou a divulgar o acervo do século XVIII de Minas Gerais. “Este estudo do movimento modernista apurou que Minas Gerais possuia um estilo próprio de arte, a rococó, presente em várias obras, como a Igreja de São Francisco, em Ouro Preto. Com isto, fugiu do estilo barroco português que era predominante na época”, destacou Werkema.             

 

A fundação de Mariana foi lembrada. “Ela surgiu em 16 de julho de 1696, sendo a primeira vila de Minas Gerais e considerada a cidade primaz. Seu nome é uma homenagem a Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo, que foi o primeiro nome da cidade, sendo capital de Minas Gerais de 1709 a 1720. A cidade possui conjuntos artísticos belíssimos como a Praça da Sé, o museu de arte sacra e a câmara de vereadores que é considerado um exemplar mais luso brasileiro.        

 

Segundo Werkema, a formação acadêmica do povo mineiro é baseada em três instituições de ensino que deu início ao pensamento tecnológico do Brasil. “O seminário de Mariana, o do Caraça e a Escola de Minas foram à base desta formação. Já o caráter do mineiro é baseado na figura do minerador que tinha como princípio o cuidado ao pisar para não cair, ser desconfiado para não revelar onde estava o veio do ouro, ser diplomata, pois ficava muito tempo na mata e o espírito libertário pela natureza de ser aventureiro”, explicou.     

 

Ouro Preto chamava Vila Rica até 1823 e proclamada a república em 1889, sob o lema da Ordem e do Progresso, começou uma série de questionamentos sobre a geologia instável de ouro Preto, o fato dela estar em meio a duas serras que não permitia a expansão. “Pensou-se em vários locais para construir a nova capital de Minas, como uma várzea próximo a São João del Rei. Depois de vários estudos, o urbanista Aarão Reis desenhou a capital num traçado geométrico num terreno retirado de Sabará e em 12 de dezembro de 1897 foi inaugurada a capital. Hoje ela possui uma posição estratégica e de grande competitividade no cenário nacional”, concluiu Werkema.

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