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Brasileiros acreditam que cruzeiros marítimos podem alavancar o turismo no País

Pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo revela potencial do segmento no país

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Foto: Divulgação MSC

Pensar em soluções que melhorem a situação econômica do País já tem feito parte da rotina do brasileiro. Em pesquisa com duas mil pessoas em todo o Brasil, o Ministério do Turismo constatou que o setor de cruzeiros marítimos é uma das saídas para alavancar o turismo no País.

O Brasil possui um litoral de 7,4 mil km, com grande potencial para cruzeiros. Com isso, 88,8% dos brasileiros entrevistados é favorável ao estímulo do estado para criação de portos com capacidade para recebê-los.

As regiões Sul e Nordeste se destacam no apoio à iniciativa: 91,2% e 90,6% respectivamente. Essas são as regiões com maior potencial para ampliar o número de destinos que recebem os grandes navios. No Sudeste, a medida é apoiada por 89%, enquanto nas regiões Norte e Centro-Oeste a aprovação fica na casa dos 83,8%.

Para debater os grandes temas de interesse do setor, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil) promove nesta quarta-feira (30), em Brasília, o seminário “Cruzeiros Marítimos: o momento é esse”. O ministro do Turismo, Marx Beltrão, participou da abertura do evento que debaterá questões relacionadas à praticagem, regulação e trabalho a bordo. “Temos uma costa linda e repleta de atrativos para os mais vários tipos de viajantes, mas precisamos aproveitar melhor esse potencial. Mesmo em um cenário de retração, o setor de cruzeiros marítimos contribuiu com R$ 1,911 bilhão na economia brasileira na temporada 2015/2016”, afirmou o ministro Marx Beltrão.

O ponto alto do setor de cruzeiros no país foi observado na temporada 2010/2011, quando 20 navios transportaram pela costa brasileira cerca de 800 mil turistas. Para a alta temporada de 2017/2018, que começa em novembro, são esperados sete navios que transportarão 400 mil passageiros. “Os cruzeiros marítimos estão com força total ao redor do mundo. Apenas para este ano são esperados 25,8 milhões de cruzeiristas. Países que há muito tempos não faziam parte desse segmento estão crescendo, caso da China e Austrália. No Brasil vários motivos levaram à retração do segmento: infraestrutura, impostos e regulações. E estamos aqui hoje para debater um caminho e retomar o crescimento”, avaliou o presidente do Conselho da CLIA Abremar, Rene Hermann.

Lei de incentivo

O setor comemorou uma importante conquista em maio deste ano, quando foi regulamentada a Lei da Migração, que definiu que os marítimos dos navios que circulam pelo Brasil não precisarão mais de vistos para exercer a sua atividade. A demanda antiga deverá ser regulamentada em novembro e representará uma redução de até R$ 500 mil no custo de cada navio.

“Por que o Brasil, o país número um do mundo em atrativos naturais não consegue aproveitar todo esse potencial e explorar o turismo de forma sustentável? Se os números são positivos em um cenário de retração, imagine se conseguirmos atacar os gargalos que impedem o setor de crescer? É nesse sentido que estamos trabalhando. Em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, estamos atacando questões como infraestrutura, custos e regulação e a lei da imigração foi uma importante vitória”, comentou o ministro.

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