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Belo Horizonte, Cuiabá e Manaus aumentam riscos de super oferta hoteleira

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Isto é o que aponta a pesquisa da 4ª edição do Placar da Hotelaria 2015 que acaba de ser apresentada

 

A empresa de consultoria hoteleira HotelInvest, em parceria som o FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e o Senac São Paulo acabam de lançar a  4ª edição do Placar da Hotelaria 2015, estudo que identifica a taxa de ocupação nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil e uma projeção até 2015. Nesta 4ª edição o cenário projetado não sofreu mudanças significativas quando comparado à edição anterior, de outubro de 2011. Em alguns mercados, houve aumento do número de projetos hoteleiros, com a identificação de novos hotéis que não estavam nas projeções anteriores e a confirmação de outros projetos que se encontravam em fase preliminar de negociações e agora estão em estágio mais avançado de desenvolvimento.

Além disso, as incertezas no cenário econômico nacional e internacional tornaram as perspectivas econômicas menos favoráveis que o esperado no segundo semestre do ano passado. Assim, a taxa de crescimento da demanda hoteleira para o ano de 2012 foi revisada para baixo, acompanhando a expectativa de evolução do PIB nacional para este ano. Para o médio prazo, manteve-se a meta de crescimento da economia projetada anteriormente.

Os mercados que apresentavam risco de superoferta continuam em estado de alerta, porém Belo Horizonte, Cuiabá e Manaus apresentam agora um nível de risco maior. Já em Recife e Porto Alegre (segmento Midscale), como alguns projetos não seguiram adiante e a demanda encontra-se aquecida, não se observa mais risco de superoferta. Nas demais cidades, o risco de a oferta crescer em maior velocidade que a demanda continua baixo.

Contabilizou-se um total de 21.143 UHS (unidades habitacionais) que devem inaugurar até 2015 nas cidades-sede, cerca de 5,4% a mais que a quantidade contabilizada na edição anterior. Os mercados onde houve incremento relevante no número de novas UHs com expectativa de abertura até 2015 e que não estavam sendo contabilizadas anteriormente foram Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Neste último mercado, grande parte da nova oferta hoteleira prevista estará concentrada na região da Barra da Tijuca, local onde há maior disponibilidade de terrenos. Ao mesmo tempo, em outros mercados, como Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador, houve redução no número de projetos hoteleiros em viabilização, de um total de aproximadamente 1.000 UHs.

Já é possível começar a observar com mais clareza quais mercados deverão de fato sofrer impacto na ocupação no pós-Copa e aqueles que não devem passar por essa crise de superoferta. O número de mercados que apresentavam alto risco permanece o mesmo e há apenas um mercado atualmente com risco moderado.

A maior parte dos mercados estudados tem risco baixo de crescimento excessivo da oferta hoteleira e deve manter boas taxas de ocupação após a Copa do Mundo. Isso se deve principalmente à expansão reduzida da oferta, decorrente de altos preços de terreno, competição com empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais, e diárias médias ainda em processo de recuperação. Com boa ocupação, os hotéis existentes devem aumentar suas diárias e, consequentemente, sua receita, possibilitando a renovação de suas instalações. À medida que esse processo de aumento de receita e lucro se consolida, mais novos projetos se tornarão viáveis e permitirão expansão da oferta com qualidade e de forma equilibrada.

Mercados em que há risco moderado merecem atenção, pois ainda é possível evitar que a situação de alerta se transforme em problema. De modo geral, não apresentam baixas taxas de ocupação futura, mas a inauguração de mais hotéis (como projetos anunciados que ainda estão em estágio preliminar e, consequentemente, não foram considerados na projeção desta edição do estudo) pode levar a taxa de ocupação futura para níveis preocupantes.

Os mercados em que há alto risco de crescimento excessivo da oferta hoteleira possuem, em alguns casos, oferta atual pequena ou pouco qualificada e estão sofrendo forte movimento de expansão e requalificação, ocasionado pela construção de hotéis modernos a serem operados por redes nacionais e internacionais. Em outros casos, apesar da existência de oferta ampla e empreendimentos em bom estado de conservação, há forte expansão devido ao aquecimento do mercado imobiliário em geral e/ou à concessão de incentivos fiscais, com vantagens na lei de uso e ocupação do solo para hotéis. O aumento demasiado da oferta deve vir a causar forte competição entre os hotéis, guerra de preços, e até fechamento de hotéis antigos.

Por fim, deve-se reforçar a ideia de que a taxa de ocupação é apenas um dos indicadores da saúde de um mercado hoteleiro. Apesar de ser uma importante direcionadora dos níveis de diária e lucro, ela não deve ser utilizada isoladamente para determinar a viabilidade de um empreendimento hoteleiro, nem para tomar decisões de investimento. Cada projeto possui características únicas que o diferenciam da média do mercado e afetam sua rentabilidade de maneira distinta. É possível, por exemplo, que existam projetos viáveis em mercados turbulentos, ou que muitos projetos sejam inviáveis em mercados com boas taxas de ocupação. Por isso, se desejar investir em hotéis, analise cuidadosamente o mercado, o terreno e o projeto.

Quer saber maiaores informações sobre a 4ª edição do Placar da Hotelaria 2015 ? Então acesse o link  http://www1.sp.senac.br/hotsites/gd3/placar_hotelaria/index.html

 

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