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ADIT Invest debate nova geração de condo hotéis e flats

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Terminou agora à pouco o painel “A nova geração de condo hotéis e flats: como evitar os erros do passado”. O evento faz parte da programação da 7ª edição do Adit Invest, o mais importante evento de investimentos imobiliários e turísticos do Brasil, que está acontecendo no hotel InterContinental São Paulo, localizado no bairro paulistano dos Jardins, e que tem a Revista Hotéis como Media Partner.

O moderador deste debate foi  Roberto Carlos da Incopar Incorporações e Participações e teve a participação de José Romeu Ferraz da Develop Brasil,  Caio Calfat do SECOVI/SP (Sindicato da Habitação) e Diogo Canteras da Hotel Invest Canteras e Associados.

O boom imobiliário que aconteceu na cidade de São Paulo, no ano 2000 deu inicio ao debate, pois neste período se construiu muitos hotéis e a superoferta ocasionou transtornos ao mercado. De acordo com Calfat, o flat vive a terceira geração. “Na década de 70 a 80 o flat atendia a moradores e a hóspedes, foi quando se percebeu que existia este nicho de mercado, mas não havia fundo de investimentos. Então na década de 90 surgiu a nova forma de financiar este tipo de empreendimento que separou o que era hotel dos moradores, mas houve excesso de empreendimentos e os investidores perderam muito dinheiro. Temos agora a terceira fase, que são os condo hotéis e no iminente risco de haver uma nova onda de especulação, o SECOVI-SP lançou o Manual de melhores práticas de hotéis para investimentos pulverizados”, definiu Calfat.

O Consultor Canteras foi um dos idealizadores deste Manual que ele considera um marco regulatório do setor. “Os flats agora não podem ser lançados de forma descompromissada como aconteceu no inicio dos anos 2000. Nos Estados Unidos um flat tem de passar pela aprovação de um órgão regulador que avalia riscos e enquanto no Brasil não se cria este órgão, o Manual apresenta um conjunto de melhores práticas. Fica claro no Manual que o incorporador fica responsável ao entregar ao investidor um produto prometido como rentável. Também fica responsável o consultor de mercado, a administradora e a empresa que comercializa. Este Manual não tem força de lei, mas possui muitos conceitos do Código de Defesa do Consumidor que assegura direitos para quem adquire este tipo de empreendimento que passará a ter investidores profissionais por trás. como fundo de pensões”, assegura Canteras.

Para José Romeu, o conceito condo resort é uma modalidade muito utilizada em países de primeiro mundo, mas ainda não é plenamente conhecida no Brasil, sendo um ótimo nicho de mercado. “O comprador não precisa se preocupar com a arrumação e conservação de seu empreendimento, que passa a ser disponibilizado para locação quando o investidor não desejar e assim gerar lucro”, lembrou José Romeu.

Sazonalidade foi outro tema tratado por José Romeu em que ele criticou a atual legislação que regula os resorts que em baixa temporada tem de manter o quadro de funcionários sem ter hóspede. “A legislação trabalhista tem de ser adaptada a nossa realidade, pois em paises europeus já existe a flexibilidade trabalhista de baixar estes encargos e temos que avançar em nosso setor”, destacou José Romeu.
 
Finalizando o debate, o Consultor Calfat adiantou que existe um grupo de estudos no Núcleo Turístico Imobiliário do SECOVI-SP que está desenvolvendo um novo manual que irá tratar sobre fontes de recursos para hotéis, que será mais um balizador e referência do mercado.

 

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