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ABIH Nacional repudia acordo da Airbnb em Porto Seguro (BA)

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Porto Seguro (BA) é o destino mais procurados no Brasil - Foto - Divulgação

O Airbnb – plataforma que conecta viajantes a pessoas que têm espaço para alugar em suas casas e querem obter uma renda extra – assinou essa semana, em Porto Seguro (BA) que está sendo repudiado pela ABIH Nacional — Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. Esse que a Airbnb diz ser inédito, segundo seu posicionamento, é para fortalecer o turismo sustentável na cidade de Porto Seguro. Pelo acordo, a Airbnb começará a arrecadar e a pagar uma contribuição de R$ 2,60 por hóspede/dia para o turismo sustentável, destinada ao FUNDETUR — Fundo Municipal de Desenvolvimento do Turismo de Porto Seguro, sobre todas as reservas feitas a partir do dia 1º de junho de 2018. A gestão do FUNDETUR é feita pelo Conselho Municipal de Turismo, que decide onde aplicar os recursos disponíveis.

O Airbnb é a principal plataforma de reserva on line no Brasil

Além da contribuição, a empresa também se comprometeu, por meio de um memorando de entendimentos, a cooperar com a cidade em ações voltadas à promoção turística, à melhoria do atendimento ao turista que visita Porto Seguro com a capacitação dos pequenos negócios locais e à troca de informações sobre melhores práticas em marketing digital. O Airbnb fará ainda o compartilhamento de estatísticas sobre os viajantes que utilizaram a plataforma na cidade, para auxiliar no planejamento de políticas públicas ligadas ao setor.

Manoel Cardoso Linhares: Não mediremos esforços para defender os interesses de nossos associados Divulgação

Manoel Cardoso Linhares, Presidente da ABIH Nacional, acaba de emitir um comunicado contrário a essa iniciativa. Na visão da entidade, a taxa de sustentabilidade, que será paga pelo Airbnb, é uma maneira de procurar mascarar o sério problema enfrentado pela hotelaria hoje com o seu principal concorrente, dando a impressão de que todos são iguais e estão sujeitos aos mesmos critérios de exigências. O Presidente reitera que não medirá esforços para defender de forma incansável e inflexível os direitos dos milhares e milhares de hoteleiros de todo o Brasil, ademais, estes sofrem diariamente as agruras de um sistema burocrático, vencendo os mais diversos obstáculos jurídicos e administrativos para gerarem milhões de empregos no trade turístico e não poderão assistir passivamente a celebração de acordos desta natureza, que apenas procuram dar a aparência de uma isonomia tributária que não existe.

Confira a seguir a carta na íntegra.

 

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