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ABIH-MG busca saída para crise do setor hoteleiro em BH junto à Câmara

Insatisfação dos empresários e dirigentes do setor após aprovação do Projeto de Lei 1.498/2015, que prevê desconto de 50% sobre a multa para os hotéis que se beneficiaram da Lei 9.952/2010 e que não ficaram prontos para atender a demanda da Copa motivou realização de reunião com parlamentares

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Audiencia na câmara municipal de Beagá - Divulgação

Para buscar caminhos que possam impedir o agravamento da crise no setor hoteleiro em Belo Horizonte (MG), o diretor financeiro da ABIH/MG – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, José Geraldo Teixeira Cunha, participou de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal da cidade na última semana.

A reunião foi marcada pela insatisfação dos empresários e dirigentes do setor após aprovação do Projeto de Lei 1.498/2015 pela Câmara Municipal. O projeto, a ser sancionado pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, prevê desconto de 50% sobre a multa para os hotéis que se beneficiaram da Lei 9.952/2010 e que não ficaram prontos para atender a demanda da Copa. Na época, foram concedidos 42 alvarás para construções de hotéis em BH, sendo que 11 deles não ficaram prontos.

Na visão do diretor da ABIH-MG, José Geraldo Teixeira Cunha, aliviar a dívida dos hotéis que descumpriram o prazo é um “ato de injustiça” com os empreendimentos em operação. “Quem cumpriu o prazo arcou, na época, com altos custos na construção civil e de mão de obra para atender o prazo exigido pela lei. Solicitamos, então, que a multa a ser paga seja direcionada à promoção de Belo Horizonte como destino turístico, por meio do repasse destes recursos à Belotur”, defendeu o dirigente da ABIH-MG.

José Geraldo criticou também a exigência da prefeitura para que os empreendimentos inacabados estejam aptos a receber hóspedes no prazo mínimo de 20 anos. “É um absurdo permitir o funcionamento de mais hotéis e ainda associá-los a um prazo de operação tão grande”. Segundo José Geraldo, em cinco anos, houve um aumento de 70% na oferta e queda de 30% na demanda. “Deveria ter sido definido um limite de alvarás, quando foi criada a lei de incentivo, pois o mercado de Belo Horizonte não comporta este grande número de hotéis”, acrescenta.

A reunião contou ainda com as participações do diretor da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas), José Aparecido Ribeiro; do presidente da Federação dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Minas Gerais, Paulo César Marcondes Pedrosa; e dos dirigentes hoteleiros Dilson Cosme Ramos e Maarten Van Sluys. Todos também falaram sobre a crise e destacaram seu impacto no setor, inclusive com o fechamento de hotéis e demissões, e com prejuízo para aqueles que investiram no setor.

O vereador Pablito disse que as propostas apresentadas na reunião para minimizar a turbulência enfrentada pelo segmento serão levadas à Prefeitura de Belo Horizonte, para que o Executivo apresente novo projeto de lei que beneficie os hotéis em funcionamento. “Uma saída seria mudar a utilização das construções inacabadas. Elas poderiam funcionar como moradia ou para finalidades comerciais, a fim de evitar que sejam criados mais leitos. Se aumentar o número de hotéis, a crise irá crescer. A prefeitura tem que ajudar para que os empresários possam se recuperar”, defendeu o parlamentar.

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