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A importância da Gastronomia para o crescimento do turismo é debatida em BH

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Eduardo Maia:"O Comida de Boteco rompeu as barreiras do Brasil e se transformou num case de sucesso no mundo"

Direto de Belo Horizonte (MG) – Este foi o tema da palestra ministrada agora há pouco pelo idelizador do projeto Comida de Boteco de Belo Horizonte, Eduardo Maia. Esta palestra faz parte da grade de programação do II Encontro de Concierges e Recepcionistas que teve inicio hoje no Minascentro, espaço de eventos situado no centro da capital mineira. Maia começou abordando que boteco alguns anos atrás era considerado em Belo Horizonte um setor marginal, com mentalidade de sujo e tinha um repúdio grande da sociedade. Com o projeto Comida de Boteco procuramos valorizar nossas raízes gastronômicas e incentivar os botecos a resgatar pratos e tira gostos da culinária mineira. O respeito a higienização e manuseio dos alimentos também foram preocupações constantes. Hoje, o Comida de Boteco rompeu as barreiras do Brasil e se transformou num case de sucesso no mundo. Não podemos ter complexo de vira lata e achar que tudo o que é bom, vem de fora. Demos o exemplo que uma idéia tão simples pode valorizar a culinária e ser um grande fomento para o turismo”, destacou Maia.

Ele reforçou sua tese que gastronomia é um patrimônio cultural e a segunda forma de expressão de um povo. E citou exemplos típicos de valorização como cachaça de jaboticaba, o torresmo, rabada, assim como ele destacou algumas espécies nativas domesticadas que hoje se se incorporou a gastronomia mineira.

Maia também fez uma apresentação sobre a história da culinária mineira e citou o tamanho de Minas Gerais, que é maior em território do que a França e a Espanha, que são consideradas duas grandes cozinhas internacionais, mas Minas Gerais possui uma diversidade bem maior. “Somos disparadamente a melhor e mais completa cozinha do Brasil. Temos uma grande herança cultural indígena, portuguesa e africana”, lembrou Maia. Segundo ele, o marco foi a cozinha tropeira do movimento de entradas e bandeiras em buscas de metais preciosas. Já no século XVIII as famílias nobres portuguesas passaram a comer a `cozinha molhadinha’ e inseriu pratos típicos como o frango ao molho pardo, dobradinha com feijão, pé de porco e rabada. “O grande diferencial aconteceu no século XIX quando acabou a riqueza do ouro e assim nasceu a grande riqueza de Minas Gerais, que é a gastronomia. O inicio teve a base da nutrição indígena que produzia mandioca, milho, batata e feijão. Também foram inseridos frutas e os pescados. Os portugueses passaram o conceito de sentar a mesa para desfrutar do que a família tinha de melhor e comer junto era uma forma de reforçar laços de família. Quem deu o toque da culinária mineira foram os negros e com isto elevou a qualidade”, assegurou Maia.

E para finalizar sua palestra, Maia lembrou aos presentes que criou há cerca de um ano atrás o Projeto Aproxima que visa valorizar todos os produtos artesanais que compõem a culinária mineira. “Este meu projeto visa valorizar os produtos fabricados em Minas Gerais e já temos recebido ótimos retornos. Estamos convictos que com isto, vamos valorizar o que temos de melhor. A gastronomia”, assegurou Maia.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Belo Horizonte a convite da FBHA e se hospeda no Normandy Hotel

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