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12ª edição do ADIT Invest destaca olhar do mercado financeiro ao timeshare

Evento foi aberto ontem e será encerrado na tarde desta terça-feira (22) na sede da Amcham, na capital paulista

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Da esquerda para direita, Flávio Arbex, Eduardo Malheiros e André Barbieri como painelistas sob a moderação de Maria Carolina Pinheiro, Diretora da RCI Brasil

Para tratar sobre investimentos imobiliários e tudo o que envolve os processos financeiros e mercadológicos deste setor, a ADIT Brasil realiza desde ontem (21) a 12ª edição do ADIT Invest na Amcham Eventos, localizada na zona Sul de São Paulo. O evento é voltado para construtoras, incorporadoras, loteadoras, fundos de investimentos e private equity, instituições financeiras, redes hoteleiras, proprietários de terrenos, consultorias, escritórios de arquitetura entre outros.

O Seminário de Investimentos Imobiliários e Turísticos contou nesta manhã com a participação da Diretora geral da RCI Brasil – Resort Condominiums International –  Maria Carolina Pinheiro. Ela foi a moderadora do tema “Hotelaria, Fractional e Timeshare: o olhar do mercado financeiro”.

Participaram do painel André Barbieri, da Riviera Investimentos; Flávio Arbex, Diretor da Cypress e Eduardo Malheiros, da Habitat. A empresa tem R$ 300 milhões sob gestão.

Público do segundo dia do Adit Invest 2017

Para André Barbieri, no momento, o mercado está aberto para oportunidades, apesar das incertezas econômicas. “Há tempos que não vejo preços tão atraentes no mercado, investidores tão interessados e preços favoráveis no setor imobiliário. Na minha opinião, nós paramos de piorar, já não está tão ruim. Talvez vamos demorar um pouco para voltar a situação de dois, três anos atrás. Precisamos encontrar equilíbrio, o ‘novo normal’, e tornar os produtos atraentes para o investidor”.

Segundo Malheiros, com a taxa de juros mais baixa e deve diminuir ainda mais por alguns anos, por sua capacidade ociosa (desemprego, empresas e indústrias paradas) e até a situação política, o cenário  acaba sendo propício para se investir a médio prazo. “Falta definir a situação das reformas, quem deve manter tudo isso e como isso se dará. Mas a expectativa é positiva”.

Flávio Arbex completou o primeiro ponto do painel destacando o processo de insegurança jurídica, onde há mais de um órgão legislador para um mesmo assunto, um número altíssimo de processos trabalhistas, e outros. “O investidor quer ter uma segurança em saber que terá retorno em seu investimento, mas por enquanto isso é quase inexistente. Ainda não sou otimista, mas esperançoso. A não certeza do que vai acontecer no governo e sustos que podemos ter antes e depois da eleição, causa muita dúvida”, declarou.

Segundo o Diretor da Cyress, para quem conhece o Brasil, esta é uma das maiores chances de se investir no País. “Para quem olha o Brasil hoje, se vê o maior cenário de investimentos, pois os ativos estão subvalorizados – juros altíssimos, dólar bastante alto e queda de demanda muito grande. Isso afeta no valor da empresa, e isso pode ser uma forma de se investir ou não”.

Timeshare

Maria Carolina Pinheiro destacou a situação do timeshare em questão à legislação e o que falta para os investidores apostarem neste negócio. Para Flávio, o modelo praticado no Brasil é um dos mais interessantes do mundo. Contudo, há uma massa de players muito pequena ainda, com cerca de 20, 30 mil clientes enquanto no exterior eles contam com centenas de milhares.

“Além disso, a prática de timeshare foi mal utilizada no Brasil, no início, quando muitos utilizavam para fraudar clientes, o que queimou um pouco o mercado. E por fim, a regulamentação – não acho que deve-se achar que esta é a solução, mas controlar àqueles que destroem o mercado”, argumentou a Diretora.

Arbex também pontuou a importância da segurança que o cliente precisa ter em relação à situação econômica do País, o que leva o investidor a ter a certeza de seu retorno. Em concordância, André Barbieri, menciona a possibilidade de negociar as cotas com fundos de valores. Se for um projeto muito pequeno, menos de 7 a 10 milhões de reais, por exemplo, é difícil para manter garantias, solidez e credibilidade.

“Acho que não deveríamos nos suportar tanto em leis, mas em manuais como o que o Secovi está confeccionando para a atuação da Multipropriedade. Todos querem acertar ao máximo e isso é necessário. Às vezes somos levados por uma fama popular do passado que não existe mais. Creio que em três anos, mais ou menos, esse tipo de discussão já não vai mais ser necessária se continuarem a trabalhar sob normas determinadas”, mencionou Barbieri.

Hoje, existem cerca de 100 salas de vendas deste modelo no Brasil, presente em 27 cidades e com projetos em ascensão.

Confira abaixo a galeria de fotos com os participantes do 12º ADIT Invest:

 

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